É imprecisa afirmação de Flávio Bolsonaro sobre cloroquina no tratamento de Covid19

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O senador Flavio Bolsonaro (Sem Partido/RJ) postou no domingo, 5 de abril, em seu perfil no Facebook, um card com uma afirmação do consultor do mercado financeiro, seguidor do influenciador midiático Olavo de Carvalho e apoiador do governo federal Leandro Ruschel. A afirmação era uma postagem feita por Ruschel no Twitter, na mesma data, com respeito ao medicamento hidroxicloroquina como possível meio de cura para infectados com o coronavírus.

Perfil do Facebook de Flavio Bolsonaro:

Perfil no Twitter de Leandro Ruschel:

Leandro Ruschel afirma, e é referendado pelo senador Flávio Bolsonaro, que a Prevent Senior, empresa de saúde, cujo público-alvo são idosos, teria passado a utilizar tratamento com o medicamento hidroxicloroquina em 400 pacientes internados com o coronavírus, sem registro de óbitos desde então.

Bereia checou a informação a partir do seguinte questionamento: a Prevent Senior está obtendo sucesso com o tratamento de pacientes com hidroxicloroquina?

SOBRE O MEDICAMENTO

A partir da segunda semana de março, a cloroquina e a hidroxicloroquina entraram na pauta das discussões da mídia e sociedade civil por apresentarem, além da efetividade contra malária e doenças autoimunes, um suposto potencial para o combate ao novo coronavírus (Covid-19).

Diante das notícias veiculadas sobre medicamentos que contêm os fármacos para o tratamento da Covid-19, em nota técnica publicada no dia 17 de março, a Anvisa esclareceu que, apesar de promissores, ainda não existiam estudos conclusivos capazes de comprovar o uso para o tratamento da doença. Portanto, não havia recomendações da Agência, até a redação desta matéria, para a utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus.

Na mesma data, 20 de março, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou, em conferência com o presidente Jair Bolsonaro e empresários, que o Brasil validou e estava fornecendo cloroquina para pacientes mais graves da Covid-19.

No dia anterior, 19 de março, o presidente dos Estados Unidos,  Donald Trump, havia pressionado a FDA (entidade responsável por controlar alimentos e remédios naquele país) a liberar medicamentos com potencial de tratamento contra a Covid-19. Trump mencionou dois medicamentos: o antigripal Remdesivir (ainda experimental) e a hidroxicloroquina.

Na Resolução RDC nº 351/2020, publicada em 20 de março, a Anvisa enquadrou a cloroquina e a hidroxicloroquina como medicamentos de controle especial, com compra apenas por meio de receita, como forma de evitar que pessoas que não precisassem desses medicamentos provocassem um desabastecimento no mercado.

Ainda segundo a Anvisa, até então, as indicações aprovadas no Brasil para esses medicamentos seriam:  afecções reumáticas e dermatológicas, artrite reumatoide, artrite reumatoide juvenil, lúpus eritematoso sistêmico, lúpus eritematoso discoide, condições dermatológicas e malária, devendo serem seguidas as recomendações de cada Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica (PCDT) emitidos pelo Ministério da Saúde (MS).

Já no dia 27 de março, o MS, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde e do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos, divulgou o uso da cloroquina como terapia adjuvante no tratamento dos casos muito graves da Covid-19, a critério médico.

A decisão foi baseada em estudos que demonstram o potencial benefício do uso em pacientes graves. A justificativa diz respeito à emergência em saúde pública causada pela pandemia, sendo autorizado o uso a partir dos dados preliminares disponíveis. De acordo com a Anvisa, esse é o chamado uso compassivo (por compaixão), já que não há alternativa terapêutica específica para esses pacientes.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, foi apenas nesse sentido que o governo brasileiro liberou o uso desses medicamentos, mas apenas para decisão de cada médico sobre sua aplicação em relação a cada paciente específico. A Fiocruz esclarece que especialistas afirmam que não se deve usar cloroquina ou hidroxicloroquina para prevenir ou tratar a Covid-19 sem o devido acompanhamento médico e ressaltam que todo medicamento possui efeitos colaterais e que a cloroquina e a hidroxicloroquina afetam o coração e podem levar à morte. Além disso, a automedicação traz o risco de interação medicamentosa com outros remédios que a pessoa tome regularmente, o que pode agravar a toxicidade da cloroquina e da hidroxicloroquina.

Segundo a infectologista Keila Mara Freitas, existem diferenças entre cloroquina e a hidroxicloroquina, mas não tão significativas. “A cloroquina tem um custo mais baixo – é o remédio distribuído pela farmácia popular – e é mais eficaz. A outra consiste nos efeitos adversos; a cloroquina deposita-se em muitos tecidos do corpo, entre os quais o olho e o canal auditivo. São, portanto, efeitos colaterais da cloroquina, quando em uso prolongado, alterações de visão e audição. Essas, entretanto, não são alterações exorbitantes e desaparecem com a suspensão da medicação. A hidroxicloroquina pode ser considerada então um pouco mais segura, mas isso varia entre pacientes, visto que suas respostas aos medicamentos podem ser diferentes ”.

Por conta do aumento dos casos e a velocidade de transmissão do coronavírus no Brasil, projetou-se para a primeira distribuição do medicamento um quantitativo calculado com base no número de casos notificados no último boletim oficial do MS, realizado em 25 de março, e um estoque de reserva.

SOBRE A PREVENT SENIOR

No dia 20 de março de 2020, mesmo dia em que o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, declarou que o país havia validado o uso experimental da cloroquina, a operadora Prevent Senior afirmou que iniciaria o tratamento de pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 utilizando essa medicação, além da azitromicina (um tipo de antibiótico). Até o dia 19 de março, 28 pacientes tinham diagnóstico confirmado para a Covid-19 nos hospitais da rede, com, pelo menos, cinco mortes.

A Prevent Senior é uma operadora de saúde que, em 1997, já possuía o seu primeiro hospital. A empresa cresceu nos últimos anos com foco no atendimento a idosos. Por outro lado, o motivo de seu crescimento se transformou em crítica por parte do Ministério da Saúde, com o avanço do coronavírus no Brasil.O ministro Mandetta criticou a concentração de idosos doentes em um único hospital e disse que estudava com o governo de São Paulo uma intervenção na unidade onde ocorreram as mortes.

Em pronunciamento, Mandetta disse que criou-se um “ambiente de transmissão” de coronavírus em um hospital da operadora e questionou o modelo de negócio da empresa, focada em clientes idosos. Das 136 mortes por coronavírus confirmadas no estado de São Paulo, 79 ocorreram em hospitais da operadora.

Já o presidente da operadora Fernando Parrillo, afirmou: “não estamos inventando moda. Estamos seguindo os protocolos e recomendações da Organização Mundial da Saúde. O isolamento nos hospitais é uma estratégia para não precisar parar completamente o atendimento aos pacientes com outras necessidades. Isolamos hospitais para os pacientes que estão com o vírus, e o restante atende aos demais beneficiários que continuam com suas demandas”.

No dia 4 de abril de 2020, o PROCON de São Paulo notificou, pela segunda vez, a operadora. Segundo o PROCON, a empresa não respondeu todas as perguntas sobre as 79 mortes por covid-19 em unidades da rede Sancta Maggiore. Entre as perguntas não respondidas pelo grupo está a questão da causa da internação das vítimas, quantas foram por suspeita de coronavírus, e se todas tiveram diagnóstico confirmado da doença. A empresa alegou sigilo médico e proteção legal para não repassar as informações.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, em 4 de abril, o presidente da Prevent Senior, Fernando Parrillo, e o diretor-executivo da empresa, Benedito Batista Júnior, declararam que a concentração de 58% das mortes por Covid-19 de São Paulo em seus hospitais mostra um retrato real da pandemia  e que pior são os óbitos que estão acontecendo na cidade e que não aparecem nas estatísticas oficiais, subnotificados. Segundo eles, as críticas resultam do desconhecimento sobre a seriedade com que a empresa atua há 23 anos em São Paulo.

Há quem avalie que a disputa entre o ministro da Saúde e a Prevent Senior deva-se à concorrência entre planos de saúde, área na qual o ex-deputado Luiz Henrique Mandetta atuou como ex-conselheiro e ex-presidente da UNIMED (Mato Grosso do Sul). Os ataques à operadora de saúde cujo alvo são idosos, que teriam migrado de outros planos, têm levantado a suspeita de que o ministro atende a interesses inconcebíveis no grave momento de crise vivido pelo país.

SOBRE A APLICAÇÃO DA CLOROQUINA

Sobre o uso da cloroquina em seus pacientes, a Prevent Senior disse ao UOL Notícias, em 23 de março, que cumpre os protocolos e entrou com pedido para uso do medicamento na Plataforma Brasil, tendo recebido autorização. “Entramos com um pedido na Plataforma Brasil, que já deu o ‘OK’. E, em uma audiência extraordinária do hospital, o protocolo foi aprovado. Todos os pacientes diagnosticados com coronavírus dentro da rede Prevent Senior estão recebendo esse tratamento”, afirmou o diretor-executivo da Prevent Senior Pedro Benedito. Benedito acrescentou que a primeira paciente a receber esses medicamentos foi a mãe dos donos da Prevent Senior. Aos 75 anos, ela foi internada em estado grave e começou o tratamento na quinta-feira (19/3), a pedido dos filhos. O quadro dela começou a melhorar dois dias depois, com a estabilização dos processos no pulmão. “Nós decidimos tratá-la a pedido dos filhos, e de sábado para cá ela começou a responder adequadamente à inflamação”, disse o diretor-executivo da empresa.

Matéria do portal de notícias G1 afirma que a Prevent Senior estaria contrariando a recomendação do MS quanto ao uso da cloroquina. Funcionários da rede disseram que profissionais foram orientados a prescrever cloroquina para qualquer paciente com mais de 70 anos que estivesse com sintomas de febre, até por meio de atendimento por telefone (telemedicina).

O G1 teve acesso ao Protocolo Institucional da Prevent Senior para inclusão de pacientes no tratamento da Covid-19 com hidroxicloroquina e azitromicina, com indicação das consequências:

Em nota, a Prevent Senior afirma que “o uso da hidroxicloroquina associado à azitromicina faz parte de protocolo de pesquisa científica aprovado pelo Ministério da Saúde. A medicação é ministrada a pacientes cujos sintomas e exames tomográficos apontem a suspeita de contaminação por coronavírus, uma vez que os laboratórios que realizam os exames virais têm demorado, em média, de 10 a 15 dias para entregar os resultados por excesso de demanda.”

De acordo com a nota, a Prevent Senior afirma que “houve mais de 70 altas de pacientes que se recuperaram após o uso das duas drogas. Os pacientes não são obrigados a tomar a medicação, mas os médicos da Prevent têm o dever ético de prescrever os tratamentos que avaliem mais eficazes.”

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) afirmou também em nota que “o uso da cloroquina está indicado apenas em caráter de estudos clínicos, com protocolos bem definidos em que sejam descritos resultados bem estabelecidos, assim como dados de efeitos adversos”. O CREMESP afirma que “o uso indiscriminado, como já foi dito anteriormente, inclusive pelo Ministério da Saúde, oferece riscos aos pacientes”. O órgão declarou que ainda não foi formalmente acionado por profissionais que atuam na rede Prevent Senior:

“Até o momento, o CREMESP não foi formalmente acionado sobre este caso e poderá abrir sindicância para apurar se houve indícios de má conduta ética e profissional, respeitando os fluxos formais e garantindo o direito de manifestação a todos os envolvidos. O Conselho reitera ainda que – dentro de suas atribuições institucionais e de acordo com as normas legais – cumpre seu dever de apurar infrações éticas cometidas por médicos, no exercício da profissão, quando oficialmente acionado ou quando os fatos chegam ao seu conhecimento”.

Na entrevista que deu ao jornal Folha de São Paulo, em 4 de abril, o diretor-executivo da Prevent Senior Benedito Batista Júnior, confirmou as 79 mortes em seu hospital até aquela data e disse que foram realizados 1.100 exames, com 600 internações necessárias. Benedito afirmou que tinham 275 internações até aquela data e mais de 200 altas de pacientes tratados com medicação de hidroxicloroquina 400 mg com azitromicina, que tem se mostrado efetiva quando as lesões no pulmão alcançam 25%. O diretor-executivo da empresa declarou que aprenderam que entrar com o tratamento no sétimo dia seria tardio, no ápice da infecção, mas aplicar no segundo dia seria mais eficaz. Com este procedimento, deram alta para 200 pacientes. Ele afirma que a falta de sucesso com cloroquina em algumas experiências teria se dado pelo uso da medicação tardiamente.

A médica imunologista e cancerologista do Hospital Albert Einstein (São Paulo), Nise Yamaguchi, reuniu-se com o presidente Jair Bolsonaro, a convite dele, em 6 de abril, e teria sugerido a adoção do tratamento precoce com cloroquina em todo o Brasil, tendo relatado os êxitos das experiências no Albert Einstein e no hospital da Prevent Senior.  Ela foi convidada para integrar o gabinete de crise do Palácio do Planalto criado para monitorar o avanço da Covid-19, o que ainda está sob avaliação da médica. A médica Nise Yamaguchi tem tido seu nome bastante citado em mídias sociais e em sites de apoio ao governo Bolsonaro.

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Bereia conclui que o conteúdo da postagem do senador Flávio Bolsonaro, que reproduz um incentivo ao uso do medicamento hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19, afirmando o êxito da Prevent Senior no tratamento, é impreciso. A Prevent Senior declarou oficialmente que, até o dia 4 de abril, tinha 275 pacientes internados tratados com o medicamento, 200 altas e 79 óbitos registrados, estacionados desde o dia 31 de março, o que corresponde à postagem do senador. No entanto, é fato que a Prevent Senior está aplicando o medicamento em todos os pacientes, o que contraria as orientações do Ministério da Saúde e da Anvisa. Ademais, não há dados disponíveis para se comprovar o sucesso do uso da hidroxicloroquina nas pessoas que obtiveram alta, declaradas pela Prevent Senior, no que diz respeito aos efeitos colaterais. O alerta dado pelo Ministério da Saúde quanto ao amplo uso do medicamento diz justamente sobre efeitos da medicação que pode curar por um lado mas causar até a morte por outros motivos.

Referências de Checagem:

Anvisa. Nota Técnica sobre Cloroquina e Hidroxicloroquina, 17 mar 2020. Disponivel em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/Nota+Te%C2%B4cnica+sobre+Cloroquina+e+Hidroxicloroquina.pdf/659d0105-60cf-4cab-b80a-fa0e29e2e799

Mandetta afirma que país validou e está fornecendo cloroquina para pacientes mais graves de Covid-19. O Estado de São Paulo, 20 mar 2020. Disponível em: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,mandetta-afirma-que-pais-validou-e-esta-fornecendo-cloroquina-para-pacientes-mais-graves-de-covid-19,70003241781

Anvisa. Resolução RDC nº 351/2020, 20 mar 2020. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/portaria/Resolucao%20n%C2%BA%20351-ANVISA.htm

Ministério da Saúde. NOTA INFORMATIVA Nº 5/2020-DAF/SCTIE/MS, 27 mar 2020. Disponível em: https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/marco/30/MS—0014167392—Nota-Informativa.pdf

Fiocruz. Covid-19, perguntas e respostas. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/pergunta/medicamentos-como-hidroxicloroquina-e-cloroquina-funcionam-contra-o-coronavirus

Doctoralia. Disponível em: https://www.doctoralia.com.br/perguntas-respostas/qual-a-diferenca-entre-cloroquina-e-hidroxicloroquina-posso-substituir-um-pelo-outro

Einstein e PreventSenior testarão cloroquina em pacientes com coronavírus. O Estado de São Paulo, 21 mar 2020. Disponível em: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,einstein-e-prevent-senior-farao-testes-clinicos-da-cloroquina-em-pacientes-com-coronavirus,70003242396

PreventSenior responde a Mandetta: “Queremos que nos deixem trabalhar”. Exame, 1 abr 2020. Disponível em: https://exame.abril.com.br/negocios/prevent-senior-responde-a-mandetta-queremos-que-nos-deixem-trabalhar/

Procon de SP volta a pedir informações da PreventSenior. Valor Econômico, 4 abr 2020. Disponível em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/04/04/procon-de-so-paulo-volta-a-pedir-informaes-da-prevent-senior.ghtml

Mandetta x Prevent Senior – o que há por trás dessa história? Por Marcos Emílio Gomes. Veja, 3 abr 2020. Disponível em: https://veja.abril.com.br/blog/marcos-emilio-gomes/mandetta-x-prevent-senior-o-que-ha-por-tras-dessa-historia/

Mandetta, o conservador que vestiu o colete do SUS e entrincheirou Bolsonaro. El País, 5 abr 2020. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-04-04/mandetta-o-conservador-que-vestiu-o-colete-do-sus-e-entrincheirou-bolsonaro.html

PreventSenior usa cloroquina em todos os casos com covid-19, diz diretor. UOL Notícias, 23 mar 2020. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/03/23/prevent-senior-usa-cloroquina-em-todos-os-pacientes-com-coronavirus.htm?cmpid=copiaecola

PreventSenior contraria recomendação e receita medicamento a pacientes que não estão internados com coronavírus. G1, 3 abr 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/03/prevent-senior-contraria-recomendacao-do-ministerio-e-receita-medicamento-a-pacientes-sem-confirmacao-de-coronavirus.ghtml

Laudos mostram a nossa idoneidade, dizem representantes da PreventSenior. Folha de S. Paulo, 4 abr 2020. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/04/laudos-mostram-a-nossa-idoneidade-dizem-representantes-da-prevent-senior.shtml

Sem Mandetta, Bolsonaro faz reunião com Terra e NikseYamaguchi, médica elogiada por bolsonaristas. O Estado de São Paulo, 6 abr 2020. https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,sem-mandetta-bolsonaro-faz-reuniao-com-terra-e-medica-elogiada-por-bolsonaristas,70003262353

Fonte imagem: https://jornaldebrasilia.com.br/politica-e-poder/antes-de-reuniao-com-mandetta-bolsonaro-volta-a-defender-uso-de-cloroquina/