2º turno das Eleições 2026: não permita que inimigos da democracia tirem seu direito de escolher e de votar

Campanha “Boto Fé no Voto: eu escolho a verdade!”


Haverá 2° turno para a Presidência da República e para o governo de vários Estados no próximo 25 de outubro no Brasil. É lamentável que haja muitas mentiras circulantes para impedir que brasileiros e brasileiras exerçam livremente o direito ao voto e à escolha dos candidatos e candidatas que desejam ver ocupando as vagas. Atenção a estas mentiras:

1. É mentira que quem não votou no primeiro turno não pode votar no segundo. Pode sim!

Imagem: Senado Verifica

Eleitores que deixaram de votar no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 podem, e devem, comparecer às urnas no segundo turno. A Justiça Eleitoral trata cada etapa como uma disputa independente, de modo que a ausência na primeira rodada não impede a participação na seguinte. 

A única exigência é que o eleitor ou a eleitora esteja com a situação regularizada perante a Justiça Eleitoral, isto é, que o título não tenha sido cancelado nem suspenso. 

2. É mentira que por causa de chuvas TSE disponibiliza voto digital 

Imagem: Fato ou Boato/Justiça Eleitoral

Não existe voto on-line. Nas Eleições 2026, assim como em pleitos realizados anteriormente, a votação no Brasil é sempre presencial, por meio da urna eletrônica. 

A Resolução TSE nº 23.751/2026 determina que, na seção eleitoral, a pessoa deve apresentar documento, ser identificada pela mesa, passar pela habilitação para votar e, na cabina, indicar os números correspondentes às candidatas e aos candidatos. A urna não tem conexão com a internet.

Em 20 de agosto de 2026, o TSE anunciou a criação da Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026, instituída pela Portaria TSE nº 527/2026. A estrutura acompanha diariamente previsões meteorológicas e alertas hidrológicos e de desastres naturais, além de avaliar possíveis impactos sobre locais de votação, urnas eletrônicas, transporte de materiais, energia e telecomunicações.

3. É mentira que não vale a pena votar porque as urnas não são seguras

Fonte: Reprodução de publicação no perfil do cantor Roger Moreira no  X.

O Brasil vota de forma eletrônica desde 1996 e nunca foi comprovado nenhum caso de fraude. 

Um dos principais fatores de segurança do processo eleitoral brasileiro é muito fácil de entender: as urnas não são conectadas à internet, ou seja, não é possível que qualquer hacker, por mais habilidoso que seja, consiga invadir o equipamento para adulterar os votos, favorecendo uma ou outra candidatura. 

Vale destacar, que nas eleições deste ano ninguém entre eleitos e não eleitos no 1º turno reclamou do resultado. Se são inseguras porque ninguém apresentou queixa?

4. Postagens nas mídias sociais, adesivos e panfletos mentirosos estão apresentando nomes e fotos de candidatos majoritários com o número 22, quando os candidatos são de outros partidos

Imagem: Perfil de usuário do Instagram

Imagem: Perfil de usuário do Instagram
Imagem: Perfil de usuário do Instagram

Este tipo de prática constitui crime eleitoral, previsto no Código Eleitoral (Lei n. 4.737, de 15 de julho de 1965) pois é ação premeditada, de má-fé, pois confunde eleitores distraídos quanto ao número de seu candidato de preferência, dá uma aparência de que o número inserido é mais propagado e produz votos para candidatos e retira de outros, com base em engano.

O candidato derrotado ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD-RJ) entrou com uma ação na Justiça Eleitoral para denunciar a distribuição de panfletos que vincularam incorretamente a foto dele aos números 13 (do PT, sem candidato, pois participou da coligação em apoio a Paes) e 22 (do PL, do candidato oponente Douglas Ruas) que não eram o de sua candidatura, 55. Paes alega que perdeu muitos votos com o registro errado induzido a eleitores que desejaram votar nele, o que resultou na anulação de votos com o 13 e na transferência involuntária para o 22.

Leitores e leitoras: se virem alguma postagem, panfleto  ou adesivo com estas características de farsa, enviem foto para o WhatsApp Bereia [21-97884-2525] e indique a localidade, o endereço do ocorrido, se possível, dia e hora da ocorrência. A equipe Bereia encaminhará este registro a advogados e juristas que estão cuidando de garantir o direito cidadão ao voto.

Referências

TSE 

https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/faltam-18-dias-ausencia-no-1o-turno-nao-impede-voto-no-2o Acesso em 12 out 2026

https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-751-de-26-de-fevereiro-de-2026 Acesso em 12 out 2026

https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/tse-vai-monitorar-riscos-climaticos-para-reduzir-impactos-nas-eleicoes-2026 Acesso em 12 out 2026

https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/prt/2026/portaria-no-527-de-14-de-agosto-de-2026 Acesso em 12 out 2026

Justiça Eleitoral 

https://www.justicaeleitoral.jus.br/urna-eletronica/  Acesso em 12 out 2026

https://www.justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato/checagens/2026/e-falso-que-eleitores-possam-votar-on-line-pelo-celular-em-caso-de-chuva-no-brasil-votacao-e-sempre-presencial Acesso em 12 out 2026

G1

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2026/noticia/2026/10/06/coligacao-paes-denuncia-panfletos.ghtml Acesso em 12 out 2026

ISER e Bereia lançam guias sobre religião, política e desinformação

*Publicado originalmente na plataforma Religião e Poder do ISER

Elaborados pelo Bereia – Informação e Checagem de Notícias, plataforma especializada em informação e checagem de conteúdo que circula em espaços digitais religiosos, em parceria com o Instituto de Estudos da Religião, o ISER estes materiais tem como objetivo ajudar integrantes e lideranças de comunidades cristãs a dialogarem sobre estes temas de forma crítica.

Não são guias para defender políticos, governos ou partidos, nem para falar mal de lideranças ou de igrejas. Pelo contrário! É um instrumento de defesa das comunidades e para formação para a cidadania e para a fé, porque quem tem compromisso com a verdade não pode ser indiferente à mentira.

Religião e Política (não) se discute

O guia Religião e Política (não) se discute propõe uma reflexão sobre a relação entre fé, política e vida em comunidade, partindo de histórias e ensinamentos bíblicos para mostrar como decisões políticas atravessam o cotidiano e influenciam direitos, políticas públicas e o bem-estar coletivo.

A publicação aborda a importância do diálogo sobre política nas comunidades de fé como instrumento de formação crítica e participação cidadã e reúne orientações práticas para promover conversas sobre política e direitos nas igrejas, enfrentar conteúdos falsos e evitar a instrumentalização da fé para induzir votos ou constranger quem pensa diferente.

Como as comunidades de fé podem se proteger da desinformação

As comunidades de fé cristã estão entre os espaços mais visados pela disseminação de mentiras nos ambientes digitais, fenômeno que se intensifica ainda mais durante os períodos eleitorais. Talvez você já tenha recebido no grupo de WhatsApp da igreja uma mensagem dizendo que “querem silenciar os cristãos”, que certa candidatura é “do diabo”, que vacinas contêm microchips, que as escolas estão “ensinando crianças a virar homossexuais” ou que “as igrejas podem ser fechadas”.

Mensagens como essas circulam com frequência nos ambientes digitais e podem gerar medo, desconfiança e confusão. Mas como saber o que é verdadeiro e o que é desinformação? Este guia reúne ferramentas práticas para reconhecer conteúdos suspeitos, verificar informações e imagens, consultar agências de checagem e construir práticas coletivas de enfrentamento à desinformação.

Faça download dos materias completos em:

Guia Religião e Política (não) se discute?

Guia Como as Comunidades de fé podem se proteger da desinformação

Saiba mais em:

Campanha Boto Fé no Voto
Site do Coletivo Bereia

Eleições 2026: Campanha contra desinformação nas eleições em espaços religiosos é alvo de mentira de influenciadora cristã candidata 

Poucas horas depois de lançada a campanha de enfrentamento da desinformação circulante em espaços religiosos, durante a eleições de 2026, Boto Fé no Voto: Eu escolho a Verdade! , a iniciativa foi alvo de mentira. Circula nas redes um vídeo publicado por uma influenciadora digital evangélica, candidata a deputada federal pelo Novo (RJ), que viralizou nas redes digitais ao afirmar que a campanha  Boto Fé no Voto: Eu escolho a Verdade!  teria sido criada pelo governo federal para orientar o voto dos cristãos e favorecer candidatos de esquerda. 

Bereia verificou as declarações e constatou que elas são falsas, pois atribuem à campanha objetivos que não correspondem ao que foi estabelecido pela organização e omitem informações sobre a origem e a finalidade. 

O que é a campanha Boto Fé no Voto?

Lançada nacionalmente em 30 de julho, em Brasília, a campanha Boto Fé no Voto: Eu escolho a Verdade! é promovida pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) com o Bereia, em parceria com organizações ecumênicas, da sociedade civil para enfrentar a desinformação durante o período eleitoral no Brasil. Com o lema “Eu escolho a verdade”, a iniciativa busca fortalecer a circulação de informações confiáveis, incentivar o voto consciente e estimular o compromisso com a verdade nas eleições de 2026. 

O lançamento ocorreu na Catedral Anglicana de Brasília, em formato de roda de diálogo, e reuniu representantes da CESE, do Bereia, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), do Coletivo Novas Narrativas, da Cáritas Brasileira, do Fé no Clima/ISER, da Diaconia, da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, entre outros presentes. O encontro teve como tema os impactos da desinformação no processo eleitoral, os desafios da comunicação em ambientes religiosos e o papel das comunidades de fé na promoção da verdade, da democracia e dos direitos humanos.

A campanha lançada será realizada no período eleitoral, e contará com rodas de diálogo, formações, produção de materiais educativos, vídeos, podcasts, cards e outros conteúdos digitais. As ações têm como objetivo incentivar a verificação de informações, ampliar o acesso a fontes confiáveis e promover uma reflexão sobre a responsabilidade ética na circulação de conteúdos e a importância da verdade para o fortalecimento da democracia.

Quem publicou as mentiras?

A autora do vídeo desinformativo é Juliana Fidelis, que se apresenta como “influenciadora digital, humorista e comentarista política”. Ela ganhou popularidade nas redes pela publicação de vídeos de humor sobre o universo evangélico. Como ocorre com muitas personagens nos processos eleitorais anteriores, com base no sucesso digital, nestas eleições, a humorista será candidata à Câmara dos Deputados pelo Partido Novo no estado do Rio de Janeiro. 

Nas redes digitais, onde reúne centenas de milhares de seguidores, a influencer evangélica tem comentado sobre temas ligados ao ultraconservadorismo, ao liberalismo econômico e críticas a governos de esquerda.

Imagem: postagem com o conteúdo enganoso publicada no perfil oficial de Juliana Fidelis

O vídeo com as mentiras alcançou ampla repercussão nas redes digitais. Até a publicação desta checagem, a publicação acumulava mais de 300 mil visualizações, cerca de 7 mil curtidas e mais de 400 comentários.

Quais são as mentiras publicadas?

No vídeo que circula desde 2 de agosto, a humorista evangélica candidata do Novo-RJ afirma que a campanha Boto Fé no Voto: Eu escolho a Verdade! teria sido criada pelo governo federal para ensinar cristãos a distinguir “verdade” de “mentira”. Esta afirmação é falsa. A iniciativa não foi criada pelo governo federal, mas por uma articulação de organizações ecumênicas e da sociedade civil. O objetivo é fortalecer a circulação de informações confiáveis, incentivar o voto consciente e promover a educação midiática durante as eleições de 2026. Em nenhum dos materiais oficiais a campanha afirma que cristãos são incapazes de identificar desinformação ou que precisem ser orientados pelo governo. 

Pelo contrário, a CESE e o Bereia já realizaram campanhas com o mesmo objetivo em 2021 e nas eleições municipais de 2024. No material da campanha de 2026 está explicitado que “a desinformação não tem partido nem ideologia, religião, identidade racial, de gênero, de faixa etária ou de escolaridade. Ela pode surgir e ser compartilhada por quaisquer pessoas e grupos. Por essa razão, a campanha Boto Fé no Voto atua de forma apartidária, comprometida exclusivamente com a defesa da verdade, da ética, do diálogo democrático e do acesso a informações verificadas. Toda informação falsa ou enganosa, checada pela campanha, será tratada com o mesmo rigor, independentemente de favorecer qualquer posicionamento político-partidário ou governamental”.

Ao comentar o lema da campanha, “Eu escolho a verdade”, a influenciadora também afirma que a iniciativa seria destinada exclusivamente aos cristãos e ironiza: “Ó, só para quem é cristão, tá?” , e aproveita para criticar o que chama de “governo esquerdista”. O conteúdo apresentado pela influenciadora candidata a deputada federal pelo Novo distorce a proposta da campanha. Embora as comunidades de fé sejam um dos públicos prioritários da mobilização, a iniciativa não se dirige apenas aos cristãos nem estabelece qualquer associação entre o conceito bíblico de verdade e um posicionamento político. O próprio material de divulgação da campanha convida igrejas, organizações da sociedade civil, educadores, comunicadores e toda a população a refletirem sobre a importância da informação de qualidade para a democracia.

Outra afirmação da humorista evangélica é que a campanha foi feita para orientar o voto de cristãos. Este conteúdo é falso. A campanha Boto Fé no Voto: Eu escolho a Verdade!  não orienta o voto de cristãos nem de qualquer outro segmento da população. De acordo com a organização, a iniciativa surgiu diante da preocupação com o aumento da circulação de conteúdos falsos e enganosos em ambientes religiosos durante os períodos eleitorais. Estudos acadêmicos, investigações jornalísticas e iniciativas de monitoramento identificaram que, nas últimas eleições, mensagens falsas e descontextualizadas circularam amplamente em grupos de aplicativos de mensagens e em redes digitais seguidos por pessoas de comunidades de fé, influenciando o debate público e o comportamento eleitoral.

A organização reafirma que os materiais oficiais da campanha não indicam candidatos, não recomendam partidos e não orientam o voto em nomes específicos. A proposta é promover educação midiática e estimular o consumo crítico de informações, para que o eleitorado com vinculado a uma comunidade de fé possa identificar conteúdos falsos ou enganosos antes de compartilhá-los.

Por que comunidades cristãs são destacadas?

A escolha das comunidades cristãs como um dos públicos da campanha, por sua vez, está fundamentada em pesquisas sobre a circulação da desinformação em ambientes religiosos. O Bereia surgiu justamente a partir de um estudo desenvolvido pelo NUTES/UFRJ, que investigou a propagação de conteúdos falsos entre grupos religiosos no WhatsApp e em outras redes digitais. As pesquisas indicam que cristãos tendem a absorver e difundir com maior intensidade conteúdos falsos e enganosos, não por uma suposta incapacidade de distinguir verdade de mentira, mas porque a confiança construída nas comunidades de fé favorece o compartilhamento de mensagens recebidas de líderes e pessoas próximas. Soma-se a isso o chamado “espírito missionário”, que incentiva a divulgação do que muitos fiéis entendem como uma “verdade revelada”, além da frequente exploração de discursos de pânico moral e medo por produtores de desinformação

Assim, ao afirmar que a campanha parte da premissa de que “o cristão não sabe o que é verdade” ou que foi criada para favorecer o governo federal, a candidata do Novo-RJ inventa objetivos e despreza o contexto que motivou a criação a iniciativa: o enfrentamento à circulação recorrente de desinformação em ambientes religiosos, fenômeno amplamente documentado por pesquisas acadêmicas e pelo trabalho de monitoramento realizado pelo Bereia.

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Bereia classifica, portanto, o conteúdo publicado pela influenciadora evangélica candidata a deputada federal pelo Novo-RJ como Falso. Ela mente deliberadamente  ao afirmar que a campanha educativa de organizações ecumênicas e da sociedade civil foi criada pelo governo federal para orientar o voto de cristãos e para favorecer um grupo político. O material de divulgação da campanha, disponível a qualquer pessoa, e o evento de lançamento, realizado em Brasília, aberto ao público (e registrado em vídeo) mostram quem promove a campanha e a quê ela se destina. É explicitamente declarado que a iniciativa não apoia candidatos ou partidos políticos e tem como finalidade incentivar o consumo crítico de informações e o enfrentamento à desinformação durante as eleições de 2026. Espera-se, com a campanha, que o eleitorado vinculado às comunidades de fé exerça livremente o direito de escolher em quem votar, sem influências nocivas, como esta exposta no próprio conteúdo mentiroso espalhado pela influenciadora evangélica que tem interesse eleitoreiro.

Bereia alerta leitores e leitoras a não assimilarem e compartilharem conteúdo crítico e acusatório a qualquer pessoa, grupo, iniciativa, sem antes verificar a validade e a veracidade do que está sendo dito. Quem propaga mentira quer esconder a verdade e não deseja que as pessoas pensem por elas próprias e se baseiam em informação e conteúdo confiável e justo.

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Referências:

Cese. https://cese.org.br/noticia/boto-fe-no-voto-campanha-nacional-mobiliza-comunidades-de-fe-para-enfrentar-a-desinformacao-nas-eleicoes-de-2026/. Acesso em 3 de agosto de 2026. 

G1. https://g1.globo.com/df/distrito-federal/eleicoes/2026/noticia/2026/07/31/boto-fe-no-voto-acao-mobiliza-igrejas-de-todo-o-pais-contra-a-desinformacao-nas-eleicoes-2026.ghtml. Acesso em 3 de agosto de 2026. 

Foto de Capa: Unplash

“BOTO FÉ NO VOTO”: campanha nacional mobiliza comunidades de fé para enfrentar a desinformação nas eleições de 2026

Lançamento da campanha acontece em Brasília, no dia 30 de julho, com roda de diálogo e transmissão ao vivo pelas redes sociais

A circulação de informações falsas e enganosas durante os períodos eleitorais representa um dos maiores desafios para a democracia brasileira. Diante desse cenário, organizações ecumênicas e da sociedade civil lançam, no próximo 30 de julho, em Brasília, a campanha nacional BOTO FÉ NO VOTO, iniciativa que busca fortalecer a circulação de informações confiáveis, incentivar o voto consciente e promover o compromisso com a verdade nas eleições de 2026.


Com o lema “Eu escolho a verdade”, a campanha convida igrejas, comunidades de fé, organizações da sociedade civil, educadores/as, comunicadores/as e toda a população a refletirem sobre o papel da informação de qualidade na construção de uma democracia participativa e na defesa dos direitos humanos.


O lançamento será realizado às 19h, na Catedral Anglicana de Brasília, em formato de roda de diálogo. A programação reunirá representantes do Coletivo Bereia, do Coletivo Novas Narrativas, Cáritas Brasileira, Fé no Clima/ISER, Diaconia,  Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Conic – Conselho Nacional Igrejas Cristãs e da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço) para discutir os impactos da desinformação no processo eleitoral, os desafios da comunicação nos ambientes religiosos e o papel das comunidades de fé na promoção da verdade, da justiça e da democracia.

O evento será aberto ao público e contará com transmissão ao vivo pelas redes sociais das organizações parceiras. 

A campanha parte do reconhecimento de que as comunidades de fé são espaços estratégicos para a circulação de informações confiáveis e para o fortalecimento da democracia. Ao longo do processo eleitoral de 2026, promoverá rodas de diálogo, formações, produção de materiais educativos, vídeos, podcasts, cards e conteúdos digitais para apoiar a identificação da desinformação e incentivar escolhas conscientes baseadas em fontes confiáveis. A campanha reafirma que, diante da desinformação, a melhor escolha é sempre a verdade. Antes de compartilhar uma mensagem, é preciso perguntar, verificar e confirmar. Escolher a verdade é fortalecer a democracia.