Arcebispo de Aparecida critica o ódio e o armamento em homilia no dia de Nossa Senhora 

Arcebispo defendeu o diálogo, a paz e o acolhimento dos pobres durante celebração em meio à disputa eleitoral de 2026. Declarações não citam diretamente candidatos à Presidência

A homilia de Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida, durante a missa solene do Dia de Nossa Senhora Aparecida, neste 12 de outubro de 2026, trouxe reflexões sobre o ódio, a intolerância, a violência e a responsabilidade social dos cristãos. Em um cenário de extremismo à direita na disputa eleitoral, o religioso afirmou que o Evangelho não autoriza o ódio contra quem pensa diferente nem a violência contra adversários.

O arcebispo defendeu a construção de pontes em meio às divisões e criticou a indiferença diante da fome, da pobreza, das guerras e da destruição ambiental. A celebração ocorreu no Santuário Nacional de Aparecida, com a presença de autoridades políticas, entre elas o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT) incluindo autoridades do legislativo e do judiciário. Dom Mário Antonio Silva não mencionou nominalmente os candidatos à Presidência durante a homilia.

O que o arcebispo declarou?

O religioso afirmou que “o evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente nem a matar os inimigos”. O arcebispo também defendeu a construção de pontes onde existem divisões e criticou a distância entre conhecer os ensinamentos de Jesus e colocá-los em prática. Ao abordar o serviço ao próximo e o acolhimento dos pobres, questionou a incoerência entre o discurso religioso e as atitudes cotidianas dos fiéis.

As declarações têm implicações sociais e políticas porque abordam temas presentes no debate público brasileiro, como a intolerância, a violência e a desigualdade.

A disputa eleitoral em torno de Nossa Senhora Aparecida

A celebração deste ano ocorre após a circulação de conteúdos que associaram o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta intenção de retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.

 O tema ganhou repercussão durante a campanha eleitoral e desencadeou uma disputa sobre publicações nas redes digitais, com decisões judiciais envolvendo a remoção e o restabelecimento de conteúdos.

O episódio também foi analisado pelo Bereia, em reportagem publicada em setembro de 2026, que reuniu os acontecimentos documentados e distinguiu informações verificáveis, interpretações e questões ainda não esclarecidas.

Na homilia deste 12 de outubro, os pontos documentados foram a rejeição ao ódio, a defesa do diálogo e a cobrança de coerência entre fé e prática. Não há, nas declarações reproduzidas pela cobertura consultada, uma manifestação explícita de voto ou apoio a uma candidatura presidencial. 

A mensagem do arcebispo também pode ser examinada à luz do papel social das instituições religiosas: promover a convivência entre pessoas com opiniões diferentes, combater a desumanização de adversários e estimular a solidariedade com os grupos em situação de vulnerabilidade.

Em outro trecho da homilia, Dom Mário Antônio destacou que a prática da fé exige compromisso com quem enfrenta situações de vulnerabilidade. “Sabemos que Jesus manda amar os pobres, mas nem sempre queremos nos aproximar deles. Às vezes, até os desprezamos e os criticamos com preconceitos e frases feitas. Amemos os pobres e anunciemos a eles a boa-nova”, afirmou. 

Referencias:

YOUTUBE:

https://youtu.be/z_tCRUpW1PM?is=JTAbx9sCInI1cCsH Acesso em 12 de Outubro de 2026

Coletivo Bereia:

https://coletivobereia.com.br/bereia-explica-como-nossa-senhora-aparecida-entrou-na-campanha-eleitoral-do-brasil-2026/Acesso em 12 de Outubro de 2026

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