Circula nas redes digitais publicações, imagens e comentários de eleitores tanto de direita quanto de esquerda que foram votar no priemiro turno das eleições, em 4 de outubro último, e teriam o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como faltante.

O portal G1 repercutiu o conteúdo em matéria, no título da qual destaca que o site do TSE registra “falta” para eleitores que votaram no primeiro turno. Apesar de apresentar as informações da Corte eleitoral, o título e a forma como foi construída a notícia relativizam os dados fornecidos pelo TSE como uma justificativa questionável.

A escolha da redação do G1 pelo verbo “registrar” para se referir aos dados do TSE sobre a votação do primeiro turno não é apenas enganosa, mas sobretudo falsa.
No site da Justiça Eleitoral é possível verificar a informação, no espaço dedicado a checagem de fatos denominado “Fato ou Boato”. De acordo com o TSE, os dados de comparecimento, ausência e justificativa do primeiro turno das eleições de 2026 ainda estão em processamento, portanto, a informação exibida não representa uma situação definitiva.
O cronograma operacional do Cadastro Eleitoral, previsto na Resolução TSE nº 23.750/2026, estabelece que o processamento dos arquivos do primeiro turno começaria em 4 de outubro e deve ser concluído até 11 de outubro. O TSE esclarece que enquanto o processamento não é concluído, os dados apresentados na consulta ainda estão sujeitos a atualização. Isto se dá desta forma em todo processo eleitoral.
As publicações nas redes digitais, o título da matéria do G1 e imagens compartilhadas nas mídias sociais não correspondem à verdade e nem têm a contextualização necessária sobre o assunto. As informações são apresentadas de forma distorcida para confundir e levar eleitores a crerem que a fidelidade da urna aos registros de voto deve ser questionada.
Por meio do uso de sensacionalismo, a realidade é distorcida para provocar julgamentos negativos sobre o sistema eleitoral brasileiro, com o objetivo de conquistar audiência e captar apoio para o discurso de que as urnas não são confiáveis.
Justamente por isso, esse tipo de publicação deve ser corrgida com devida contextualização das informações. Bereia alerta para que os leitores busquem informações sobre o processo eleitoral no site oficial da Justiça Eleitoral no TSE.

