Com a publicação dos resultados do Censo 2022, que apontaram o crescimento dos evangélicos para mais de um quarto da população brasileira (26,9%), alguns comentários públicos questionaram a metodologia do IBGE por não alocar as Testemunhas de Jeová no grupo evangélico, mas sim em “Outras religiosidades”.
Essa abordagem gerou a percepção de que o número de evangélicos poderia ser ainda maior se essa inclusão fosse feita.
O Censo do IBGE, que não classifica as Testemunhas de Jeová entre católicos e evangélicos, é recurso fundamental para a compreensão da diversidade religiosa do Brasil.
Embora ambos sejam grupos cristãos, as Testemunhas de Jeová se distinguem deles por terem uma interpretação única da Bíblia e uma abordagem específica sobre fé e a prática religiosa, o que justifica a categorização do IBGE.
O pastor e teólogo Átila Augusto, doutorando em Ciência da Religião pela PUC-SP, afirmou ao Bereia que as Testemunhas de Jeová “não são evangélicas, nem do ponto de vista histórico, nem teológico-institucional”. Ele enfatiza que elas “nem reivindicam esse espaço; rejeitam as bases teológicas surgidas com a Reforma Protestante”.
Para saber mais, leia o artigo Por que Testemunhas de Jeová não são classificadas como evangélicas? Bereia explica controvérsia sobre dados do Censo 2022 e distinções doutrinárias



