Relatório insere instituições religiosas em lista de empregadores que impõem sistema de escravidão a trabalhadores

Publicações nas midias sociais deram destaque ao fato de instituições religiosas terem sido citadas na mais recente versão da “lista suja” do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), que relata empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. Entre os nomes incluídos nessa lista estariam instituições como a Abadia de Hardehausen, em São Paulo, além das comunidades terapêuticas Maanaim, em Pernambuco, e Tenda do Encontro, em Minas Gerais. Bereia checou as informações sobre esta grave situação que envolve grupos religiosos. 

Imagem: Instagram 

A atualização do relatório 

O novo Cadastro de Empregadores foi divulgado pelo MTE em abril passado. Nessa atualização foram incluídos 169 novos nomes de empregadores que fazem uso de trabalho em condições de escravidão. Entre eles estão 102 pessoas físicas e 67 pessoas jurídicas, o que representa um aumento de 6,28% em relação à versão anterior, do segundo semestre de 2025. Com isso, o cadastro passa a reunir 613 empregadores.

Os casos incorporados nesta edição resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situação de exploração, distribuídos em 21 unidades da federação. Entre os estados com maior número de ocorrências estão Minas Gerais (35 casos), São Paulo (20), Bahia (17), Paraíba (17) e Pernambuco (13).

A chamada “lista suja” é o nome popular do “Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão”. Produzido pelo governo federal, o cadastro registra nomes de pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por este crime. A divulgação ocorre semestralmente e tem como objetivo dar transparência às ações de fiscalização e combate a esse tipo de violação no país.

Criado em 2003, este instrumento teve a constitucionalidade reconhecida, em 2020, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao ser acionada por empregadores citados, a Corte confirmou que ele não configura uma sanção, mas uma medida de transparência pública, em conformidade com a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

O Cadastro de Empregadores funciona como um instrumento de monitoramento das ações realizadas por diferentes órgãos, como a Auditoria Fiscal do Trabalho, a Polícia Federal, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União. Durante as operações de fiscalização, quando são identificadas situações de trabalho análogo à escravidão, os responsáveis recebem autos de infração que registram as irregularidades trabalhistas encontradas. Entre esses documentos, há um auto específico que caracteriza a submissão de trabalhadores a trabalho similar ao de escravização, considerada uma grave violação de direitos humanos.

A inclusão no cadastro ocorre somente após a conclusão do processo administrativo, etapa em que são assegurados aos empregadores autuados o direito ao contraditório e à ampla defesa. Após a publicação, os nomes permanecem na lista por um período de dois anos.

Comunidades terapêuticas em evidência 

Bereia apurou que duas instituições identificadas como comunidades terapêuticas (que atendem pessoas dependentes de substâncias químicas) aparecem na atualização do cadastro do MTE. Estão citadas a Maanaim, em Pernambuco, e a Tenda do Encontro, em Minas Gerais. 

A comunidade terapeutica Maanaim foi responsabilizada por submeter internos, em sua maioria pessoas em situação de vulnerabilidade e com histórico de dependência química, a condições análogas à escravidão. As apurações indicam a imposição de trabalho sem remuneração, jornadas exaustivas e uso de práticas como medicação irregular, além de restrições à liberdade dos acolhidos, sob a justificativa de tratamento. Em 2025, o local também esteve presente na “lista suja” e foi alvo de denúncias de maus tratos, superexploração e cárcere privado, com pessoas internas sujeitas a diversos tipos de violência.

No caso da Tenda do Encontro, que é não somente uma comunidade terapêutica mas também o nome da igreja evangélica mantenedora da instituição, houve investigações que identificaram dinâmica semelhante. Internos teriam sido obrigados a realizar atividades laborais sem pagamento, em condições precárias e com limitação de circulação. A prática foi caracterizada como exploração, com violação de direitos fundamentais, o que resultou em condenação judicial da instituição. 

Esta não é a primeira vez que o Bereia reporta sobre a Tenda do Encontro. Em julho de 2025, a instituição e o pastor Vander Ribeiro Campos, então dirigente, foram condenados por submeter dependentes químicos em tratamento no local a trabalhos análogos a escravidão. Na época, a fiscalização encontrou pessoas trabalhando por 12h por dia, comendo alimentos fora da validade e com condições de vida insalubres.

Os casos reforçam alertas recorrentes de órgãos de fiscalização e de organizações da sociedade civil sobre o funcionamento de comunidades terapêuticas no país, especialmente aquelas que utilizam o trabalho como eixo central de “tratamento” sem garantia de direitos trabalhistas e sem supervisão adequada. Outro caso reportado pelo Bereia ocorreu em 2023, quando um casal de pastores foi preso na zona rural de Anápolis (GO) por maus tratos realizados na clínica clandestina da qual eram proprietários. Na época, os religiosos e mais quatro funcionários foram acusados de sequestro, tortura e cárcere privado.

O caso da Abadia de Hardehausen

Entre as instituições citadas na atualização do cadastro do MTE, neste primeiro semestre de 2026, está a Abadia de Nossa Senhora da Assunção de Hardehausen, um monastério católico da ordem cirsteciense (beneditina, de Cirster, França), localizado no município de Itatinga, no interior de São Paulo. De acordo com informações disponíveis no site da Prefeitura, o templo foi fundado em 1950 por monges católicos alemães que vieram ao Brasil após deixarem a Europa no contexto de fuga da Segunda Guerra Mundial. 

Bereia entrou em contato com a Abadia e solicitou posicionamento oficial sobre a sua inclusão na “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em resposta, a instituição afirmou que a autuação não se refere a vínculo direto dela com trabalhadores, mas a uma relação contratual de arrendamento. Conforme a Abadia, o caso envolve granjas de frango instaladas em sua propriedade e operadas por um arrendatário, responsável pela contratação de funcionários.

De acordo com o prior administrador Dom Luis Alberto Ruas Santos, “a autuação diz respeito à relação trabalhista entre o arrendatário e seu empregado, que apresentou a queixa”. A Abadia sustenta que não manteve relação trabalhista com o funcionário e que o contrato firmado estabelecia que todas as obrigações trabalhistas eram de responsabilidade exclusiva do arrendatário.

A instituição também afirma que a interpretação de corresponsabilidade decorreu da existência de uma cláusula contratual que previa, além do valor fixo do arrendamento, uma participação nos resultados da produção. Para a Abadia, esse elemento levou à compreensão de que haveria sociedade no empreendimento, o que, em sua avaliação, não corresponde à realidade da relação contratual.

Ainda conforme o posicionamento enviado ao Bereia, a Abadia informa que firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à época da autuação, mas relata surpresa com a inclusão recente no cadastro. A instituição destaca que o arrendatário, apontado como responsável direto pela contratação do trabalhador, não consta na lista até o momento. A Abadia declarou ainda que já adotou medidas jurídicas cabíveis para contestar a inclusão e reiterou que não tinha conhecimento das condições de trabalho denunciadas.

Bereia também procurou o MTE para obter detalhes sobre a natureza da autuação e esclarecer os critérios que levaram à inclusão da instituição no cadastro. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. Caso haja manifestação, o conteúdo será atualizado.

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Bereia classifica como verdadeira a informação de que a atualização do Cadastro de Empregadores do Ministério do Trabalho e Emprego inclui instituições religiosas, como a Abadia de Hardehausen (SP) e as comunidades terapêuticas Maanaim (PE) e Tenda do Encontro (MG), em casos relacionados a trabalho análogo à escravidão. 

Enquanto a abadia católica reconhece a autuação, mas contesta responsabilidade direta, atribuindo o caso a um arrendatário, as comunidades terapêuticas evangélicas foram alvo de investigações e condenações por práticas como trabalho forçado e restrição de liberdade. A inclusão na “lista suja” ocorre após processo administrativo com direito à defesa, o que confirma a legitimidade dos dados e evidencia a importância da fiscalização e da transparência no enfrentamento dessas graves violações de direito no país.

Referências:

Cadastro de empregadores. https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/areas-de-atuacao/cadastro_de_empregadores.pdf. Acesso em 25 de abril de 2026. 

Sistema Ipê Trabalho Escravo. https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/. Acesso em 25 de abril de 2026. 

Ministério do Trabalho e Emprego. https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/abril/mte-atualiza-201clista-suja201d-do-trabalho-analogo-a-escravidao-com-169-novos-empregadores. Acesso em 25 de abril de 2026. 

Repórter Brasil. https://reporterbrasil.org.br/2025/10/dopagens-trabalho-escravo-comunidade-terapeutica-lista-suja/. Acesso em 25 de abril de 2026. 

Repórter Brasil. https://reporterbrasil.org.br/2025/07/comunidade-terapeutica-condenada-escravizar-dependentes-quimicos/. Acesso em 25 de abril de 2026. 

Repórter Brasil. https://reporterbrasil.org.br/2025/07/posicionamento-mds-condenacao-comunidade-terapeutica/. Acesso em 25 de abril de 2026. 

Abadia de Nossa Senhora da Assunção de Hardehausen. https://www.abadiadeitatinga.org/. Acesso em 25 de abril de 2026.

Ministro de Estado desinforma sobre crescimento no número de empregos formais

*Matéria atualizada às 23:07

O Advogado-Geral da União do Brasil e ex-Secretário Especial de Previdência e Trabalho do governo federal, Bruno Bianco Leal, divulgou  um crescimento no número de registro de trabalhadores formais no país. Em uma postagem no Twitter, Bianco, que é membro da Igreja Sara Nossa Terra em Brasília, defende que foram criados mais de 3,8 milhões de empregos no último triênio. 

Imagem: reprodução do Twitter

Número de empregos formais e informais 

De acordo com os dados oficiais coletados pelo Ministério do Trabalho e Previdência e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em 2019, o Brasil realizou 16.197.094 contratações e 15.553.015 demissões, resultando na criação de 644.079 empregos com carteira assinada. Em 2020 estima-se que foram criadas 75.883 vagas de emprego formais, porém, devido a problemas na divulgação de dados e divergências nas informações, o número de contratações e demissões é impreciso. Já em 2021, de acordo com a agência governamentalo Brasil gerou 2.730.597 vagas de emprego com carteira assinada, sendo registradas 20.699.802 contratações e 17.969.205 desligamentos.  

Quanto ao ocorrido com os dados de 2020, em nota à imprensa, o Ministério do Trabalho e Previdência, afirmou que: 

O Ministério do Trabalho e Previdência esclarece que a diferença no saldo da última atualização dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) reflete, na verdade, uma mudança no resultado bruto de admissões e demissões – apenas 3,6% de demissões a mais do que o informado no fim de 2020 e 1,8% de admissões a mais do que o informado no fim de 2020. Essa pequena diferença se deve a declarações realizadas fora do prazo pelas empresas declarantes.

Ressaltamos que, mesmo com a mencionada revisão, o saldo do Caged de 2020 se mantém positivo, em que pese o pior momento da pandemia da Covid 19. Este ano, o Brasil já registra saldo de mais de 2,5 milhões de empregos formais.

De acordo com dados do CAGED, de março de 2021 a março de 2022, houve  crescimento no número de contratações e demissões. No período compreendido, houve o crescimento de 193.315 vagas de trabalho formais, porém  210.557 desligamentos, resultando em um salto negativo, de -17.242 vagas de empregos, no período.     

Imagem: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED)

Imagem: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED)

Levando em consideração a somatória das informações levantadas junto ao CAGED, nos anos de 2019, 2021 e o trimestre inicial deste ano, o Brasil criou 37.090.211 vagas formais de emprego, e realizou 33.732.77 desligamentos, o que resulta no efetivo de 3.357.434 vagas de emprego formal. 

Emprego e qualidade de vida no trabalho

O crescimento no registro geral de empregos com carteira assinada não está diretamente associado à melhor qualidade de vida no trabalho. De acordo com o  pesquisador e professor da Universidade Estadual Paulista Gioavani Alves, o crescimento no número de empregos formais em setores privados, como vem sendo o caso do Brasil, não resulta em uma melhor qualidade de vida no trabalho, mas sim, em uma precarização dos postos de trabalho, e consequentemente em um maior desgaste ao trabalhador. Em artigo sobre o tema, o pesquisador ressalta que:  

1. A informalidade deve aumentar no Brasil. A terceirização contribui para a persistência da informalidade. O processo de terceirização baseado na redução de custos fortalece as relações de trabalho mais heterogêneas, incluindo o trabalho por conta própria sem proteção social e a contratação de trabalhadores sem registro como forma de obter competitividade para sobreviver no mercado.

 2. A massa salarial do mundo do trabalho formalizado deve cair, tendo em vista que a remuneração salarial para os trabalhadores terceirizados é menos 27,1% em comparação com os trabalhadores efetivos. 

3. A jornada de trabalho deve crescer. Em relação à jornada de trabalho contratada, os terceirizados realizam uma jornada de 3 horas a mais semanalmente, isso sem considerar as horas extras ou banco de horas realizadas.

4. Deve-se reduzir o tempo de emprego e a rotatividade laboral no mercado de trabalho formal. O tempo de emprego demonstra uma diferença maior entre trabalhadores diretos e terceiros. Enquanto a permanência no trabalho é de 5,8 anos para os trabalhadores diretos, em média, para os terceiros é de 2,6 anos. [p.01]

Isto se verifica nos próprios dados do governo federal. De acordo com a CAGED, os setores que mais cresceram em 2021 estão ligados a empresas terceirizadas. O setor de serviços foi o que mais cresceu, com 1.226.026 vagas abertas, seguido por comércio (643.754), indústria (475.141), construção (244.755) e agropecuária (140.927). De acordo com o professor Giovani Alves, isso se explica porque as empresas buscam classificar suas atividades desconsiderando sua atividade final, e tiram vantagem do pagamento demenores salários em relação, por exemplo, no setor industrial. Com isto, o autor aponta que:

Devem crescer adoecimentos laborais e acidentes de trabalho no Brasil. Morrem de acidente de trabalho mais empregados terceirizados do que os contratados diretamente em pelo menos três setores da economia brasileira: energia elétrica, petróleo e construção civil. Deve-se aumentar o trabalho análogo à escravidão (por exemplo, 90% dos 40 maiores resgates em todo o Brasil nos últimos 4 anos tinham trabalhadores terceirizados). [p.03]

Fatores como a queda no rendimento médio salarial dos brasileiros, volta do Brasil ao mapa da fome e a queda na qualidade de vida, estão ligados à precarização do trabalho que vem ocorrendo no país. Logo, não há relação direta com o aumento no número de empregos formais (carteira de trabalho assinada) e melhor qualidade nos postos de trabalho, consequentemente, mais qualidade de vida.   

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Bereia classifica o conteúdo postado pelo Advogado-Geral da União, o evangélico Bruno Bianco Leal, como impreciso. Embora a postagem corresponda às informações apresentadas pelo Ministério do Trabalho, ainda que tenha alguma discrepância, Bianco Leal exalta o número absoluto de contratações neste último triênio, mas desconsidera a qualidade de vida e do trabalho dos trabalhadores. Ao relativizar tais fatores e priorizar apenas o saldo total de contratações, o político promove uma comunicação favorável a políticas do governo federal que não correspondem à realidade.. 

Bereia indica aos leitores e leitoras, que neste período eleitoral, quando serão divulgados vários dados sobre a vida dos trabalhadores e trabalhadoras para campanhas políticas, é necessário refletir se o que se divulga corresponde ao que, de fato, está registrado. Também é importante verificar se o que se afirma inclui as implicações dos dados para além de números absolutos, como é o caso da qualidade de vida.

Referências de checagem:

Ministério do Trabalho e Previdência.

http://pdet.mte.gov.br/novo-caged Acesso em: 4 mai 2022. 

https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/servicos/empregador/caged Acesso em: 4 mai 2022. 

https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br Acesso em: 4 mai 2022. 

https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/noticias/2020/trabalho/dezembro/novo-caged-saldo-do-emprego-formal-tem-o-melhor-mes-da-historia/SumrioExecutivo_Novembrode2020.pdf/view Acesso em: 4 mai 2022. 

https://www.gov.br/pt-br/noticias/trabalho-e-previdencia/2022/01/brasil-registra-mais-de-2-7-milhoes-de-empregos-formais-em-2021#:~:text=No%20per%C3%ADodo%2C%20foram%20registradas%2020.699,Minist%C3%A9rio%20do%20Trabalho%20e%20Previd%C3%AAncia Acesso em: 4 mai 2022. 

http://www.rais.gov.br/sitio/sobre.jsf Acesso em: 4 mai 2022. 

UOL Economia. https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/11/03/com-revisao-novos-empregos-formais-em-2020-foram-quase-metade-do-anunciado.htm#:~:text=Minist%C3%A9rio%20do%20Trabalho%20e%20Previd%C3%AAncia,-O%20minist%C3%A9rio%20pontuou&text=Os%20dados%20do%20Caged%20mostram,2020%2C%20ainda%20passar%C3%A1%20por%20revis%C3%B5es Acesso em: 4 mai 2022. 

Isto é. https://www.istoedinheiro.com.br/total-de-empregos-avanca-19-em-2019-para-o-maior-nivel-em-4-anos/ Acesso em: 4 mai 2022. 

G1.

https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/11/03/com-revisao-numero-de-empregos-formais-criados-em-2020-cai-quase-pela-metade.ghtml Acesso em: 4 mai 2022. 

https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/11/03/com-revisao-numero-de-empregos-formais-criados-em-2020-cai-quase-pela-metade.ghtml Acesso em: 4 mai 2022. 

https://www.scielo.br/j/tes/a/McLPNGnmsX4FyMhdyVTrcQx/?format=pdf&lang=pt Acesso em: 4 mai 2022. 

Poder 360. https://www.poder360.com.br/economia/numero-de-empregos-foi-73-menor-do-que-informado-pelo-governo-em-2020/ Acesso em: 4 mai 2022. 

Scielo. https://www.scielo.br/j/tes/a/McLPNGnmsX4FyMhdyVTrcQx/?format=pdf&lang=pt Acesso em: 4 mai 2022. 

Foto de capa: ANFIP