Igreja e (IR)responsabilidade social – os paradoxos da pandemia de 2020

Paradoxos de Origem

Rubem Alves sintetizou no livro “Protestantismo e Repressão” (1979) o paradoxo das igrejas evangélicas brasileiras. Um paradoxo de formação, revisitado na pandemia de 2020.  

Nós, evangélicos/as, temos uma moeda de duas faces: ao mesmo tempo, pregamos uma mensagem de amor ao próximo e de individualismo sectário. E não é só um conflito entre fé e vida. Os fundadores das igrejas cultivaram forças modernizadoras, libertadoras e comunitárias e, simultaneamente, incentivaram padrões individualistas, desencarnados, quanto aos costumes. Não desenvolvemos uma ética da liberdade, solidariedade e comunidade. Em nome de uma salvação individual, dinamitamos pontes e cortamos laços.

Isso pode mudar?

Balança Enganosa

Em primeiro lugar, para mudar, precisamos enxergar essa balança enganosa, sempre pendendo para os interesses pessoais, imobilizando colheitas e fazendo secar sementes da transformação… Há muitos exemplos de tensão entre a responsabilidade social e sectarismos na história.

Secaram e murcharam instituições que reuniam as muitas denominações e missões brasileiras para uma ação social. Sucumbiram a Liga Evangélica (1890), a Aliança Evangélica (1902), a Confederação Evangélica do Brasil (CEB, 1934) e a Associação Evangélica Brasileira (1991). Restaram o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, membro do Conselho Mundial de Igrejas) e a Aliança Cristã Evangélica Brasileira (membro da World Evangelical Alliance). A lição histórica é escandalosa: mesmo perante crises, epidemias ou conflitos mundiais, somos incapazes de unir forças. Sectarismos são egoísmos aumentados.

“Social Branding”

Sintomaticamente, o tema da “Responsabilidade Social” – nome de um dos setores da Confederação Evangélica do Brasil – é, para os sectários, o assunto mais espinhoso. São duas palavras enormes, que se tornam explosivas quando faladas no ambiente eclesiástico. E só lá.

Até empresas, imersas na concorrência comercial, têm setores de Responsabilidade Social. Publicitários apelam ao conceito para ganhar simpatia – isto é, como estratégia de marketing. Como exemplo, nestes tempos de Pandemia, empresas de telefonia e streaming media liberaram acessos gratuitos. A Burger King está doando receitas para a saúde. Porém, as igrejas têm alergia ao binômio: “responsabilidade social”.

Imagine, porém, se as igrejas suprissem as necessidades dos moradores de rua? Ou se fizessem uma arrecadação para o SUS? Assustou-se?  Essa era a prática dos cristãos do passado.

Em nossos dias, a balança da Responsabilidade Social desequilibra-se sob a mão pesada do sectarismo, do egocentrismo, do consumismo, da prosperidade econômica e da lógica de mercado.  Posturas irresponsáveis como as de Malafaia e Macedo afetam não apenas seu rebanho, precarizado, socialmente vulnerável e passível de enfermidades, elas mancham a Cruz e o Evangelho.

Em resumo, a igreja peca socialmente pelo que faz, mas também pelo que deixa de fazer. Erra no atacado e no varejo, peca no “Social Branding” (e até o Google é mais bem quisto por fazê-lo).

“TRISTEMUNHO”

Ao invés de ganhar simpatia, as lideranças que desafiam a quarentena e insultam as autoridades sinalizam às comunidades e aos vizinhos que não se importam devidamente com a saúde coletiva.

Médicos cristãos sofrem duas vezes por isso. O Dr. Wilson Bonfim, médico e cristão, utilizou suas redes sociais para orientar as pessoas, mas os comentários dos seus irmãos/ãs evangélicos/as, disponíveis em sua página do facebook, são um “tristemunho” (mau testemunho). Lembre-se porém, ao ler, que a fé, sem obras, é morta. Uma fé viva é socialmente responsável.

Tal fé moveu, em 1864, Jean-Henri Dunant, calvinista. Ele convenceu católicos e protestantes a adotarem a primeira Convenção de Genebra, obrigando exércitos a cuidarem dos feridos, independente do uniforme. Graças a Dunant, o emblema padronizado foi a Cruz Vermelha. Mas, agora, filantropia e saúde desligam-se cada vez mais da Cruz. Na Coréia do Sul, uma mega igreja foi a grande responsável pela expansão da pandemia. No Brasil, em 2020, líderes utilizam o discurso da fé contra a saúde. Silas Malafaia e Edir Macedo, por exemplo, destacaram-se em suas posturas diante das quarentenas, insistindo em manter cultos e reuniões.

Seria louvável, socialmente responsável, se mantivessem templos abertos para tratamento ou cuidado dos enfermos. Infelizmente não é. Para piorar, o discurso dos cristãos evangélicos nas redes sociais oscila entre o “destemor” e a defesa de que a pandemia faz parte de uma conspiração “comunista de origem chinesa”. A xenofobia apelidou a COVID-19 de “chinavírus”. Enquanto isso, médicos chineses são aplaudidos ao chegarem na Itália, e a OMS (Organização Mundial de Saúde) lembra que vírus e vacinas não têm bandeira ou partido político. Um dia, esse foi o discurso da Igreja de Cristo.

COMO OS PAGÃOS?

O contraste com as origens cristãs foi notado por Moses Lee (do site Coalizão pelo Evangelho) que recordou a solidariedade dos primeiros cristãos com os doentes e o cuidado com a coletividade como marcas sociais dos primeiros cristãos. Lee relembra que com o risco da própria vida, os “santos”, ofereciam apoio aos vizinhos e, no limite, iam a locais que estavam sendo evitados.

Hoje, ao desafiar as quarentenas para abrir suas igrejas para cultos egocêntricos e incentivar práticas de irresponsabilidade social, os evangélicos não estão cuidando do próximo. E, ainda por cima, passam a mensagem de que estão mais preocupados consigo mesmos, como os antigos sacerdotes dos templos pagãos. Cheios de pompa e riqueza, seguiam celebrando aos seus deuses nos tempos da peste. Atualmente, os ícones do sacrifício são cientistas, pesquisadores, médicos, enfermeiros e profissionais de saúde.

Ou seja, se a história mantiver o seu ritmo, o que é certo, os templos ficarão vazios e os consultórios lotados. Não é apenas um conflito entre a vacina e a prece.  A Covid-19 (doença causada pelo coronavírus) é mais do que um conflito entre fé e ciência, é um conflito ético, entre posturas coletivas e individualistas.

O que podemos fazer?

  • Auxiliar nossos vizinhos que têm dificuldade de locomoção, ou avançada idade;
  • Manter os vínculos comunitários, através das redes sociais e telefone;
  • Doar sangue – porque os doentes continuam precisando disso (vá ao hemocentro);
  • Oferecer suporte e cestas de alimentos e recursos para os mais pobres;
  • Orar pelas autoridades, pesquisadores, cientistas e profissionais de saúde;
  • Combater o preconceito, a xenofobia e as fake news;
  • Ver um filme: “Até o Último Homem”(2016). Veja e entenda que se sua oração não tem ação social, você está deixando pessoas feridas e enfermas pelo caminho…

EM TEMPO 1 (Atualizado em 19/03/2020)

Recebemos, com alegria, as informações e testemunhos de que algumas Igrejas estão distribuindo cestas básicas, que comunidades estão dando apoio a asilos de idosos e que grupos de jovens cristãos estão organizando doações para os bancos de sangue. Que Deus os(as) abençoe. Sejamos sal e luz!

EM TEMPO 2 – Segundo a BBC e o Jornal New York Times, Lee Man-Hee, líder da Shincheonji Churh of Jesus ajoelhou-se e pediu perdão pela sua postura durante da Pandemia, na Coréia do Sul. Em média, 60% dos casos confirmados no país são dos fiéis de sua denominação. Soube-se disso porque a Coréia do Sul fez testes em massa. Pastores coreanos de outras denominações criticaram a Shincheonji Church.

No Brasil, depois de ter dito que “governador algum fecha meu culto”, Silas Malafaia postou em suas redes sociais o aviso: “Atenção, pastores! Qualquer estado ou cidade que decreta estado de emergência, independente se tem ônibus circulando ou não, tem que parar o culto”… Em 20/03, Malafaia anunciou que vai suspender cultos, a conferir…

EM TEMPO 3 – Oremos pelos profissionais de saúde e também pelos jornalistas. Todos estão sobrecarregados. Muitos, dobrando escala.

Fonte imagem: kindpng.com

As Campanhas de Damares fazem mal à saúde?

Damares Alves, Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) , é a segunda pessoa mais popular do Governo Bolsonaro, só perde para o Ministro Sérgio Moro. A popularidade de Damares é a face “terrivelmente evangélica” do governo. Mulher e evangélica, a pastora tem uma forte presença simbólica.

Nos primeiros meses de 2020, com o anúncio de que o MMFDH faria enfrentamento da gravidez precoce (ou gravidez na adolescência) por meio de uma bandeira ligada à pauta de costume, isto é, uma propaganda da “preservação”/“abstinência” sexual, em pleno mês de fevereiro, tempo de Carnaval, provocou vários debates, inclusive sobre o “celibato voluntário”.

O programa de “preservação sexual”, que tem sido chamado pela imprensa de “abstinência sexual”, tem desdobramentos para além do MMFDH, afeta o programa de saúde da família, as políticas do Ministério da Saúde (material de educação sexual, DSTs e vacinação contra HPV) e, finalmente, desdobramentos e interlocuções com o Ministério da Educação por meio do FNDE, especialmente em relação ao material de educação sexual  do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Ou seja, ao defender a iniciativa, a ministra Damares não está  fazendo campanha religiosa, como tem sido repetido, mas está claramente ampliando sua influência dentro do governo.

Em entrevista recente, a ministra defendeu a abstinência sexual como nova orientação de política pública do governo federal para combater a gravidez precoce na adolescência e as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) – orientar jovens, nas escolas brasileiras, a não fazer sexo. Veja o vídeo aqui.

Damares ampliou suas alianças políticas e também conseguiu chamar a atenção de dois grupos altamente organizados na Internet: cientistas/ médicos (que questionam a eficácia do método) e “incels”/”spamers” (celibatários involuntários e propagandistas de whatsapp). 

Os cientistas questionam a falta de dados comprobatórios de que os programas de abstinência sejam  eficazes, enquanto os “incels” tomaram de assalto as redes sociais associando “depravação sexual e promiscuidade” com a “esquerda progressista”. Assim,  partidos de esquerda foram associados com posturas liberais e libertárias. O que há de verdade nessa campanha toda? E quem ganha com isso?

Areópago já falou da campanha pela abstinência e da realidade das adolescentes

Em dezembro de 2019, Bereia publicou o artigo de Valéria Vilhena sobre a gravidez precoce. “Mais do que um problema moral, ou de “preservação sexual”, o problema inclui uma parcela da população (mães adolescentes) que vivem em risco social’, afirma Vilhena.

Médicos contra Damares: Por quê?

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) considera adolescente aquele ou aquela que tem entre 10 e 20 anos. O Brasil teve queda nas taxas de gravidez de jovens na última década, mas está bem acima dos demais países da América Latina. Os médicos da SBP já se manifestaram contra a proposta de “abstinência” ou “preservação”, sendo claramente contrários à proposta da ministra.

O documento elaborado pela SBP em oposição à ministra está disponível para leitura e sugere que a imposição (ou sugestão aos adolescentes) não funciona, textualmente: “A SBP reitera o posicionamento da Sociedade Americana de Medicina do Adolescente que aponta para as falhas científicas e éticas da abordagem “abstinence only “, deixando à margem adolescentes sexualmente ativos, aqueles que já são pais, os que não se consideram heterossexuais e as vítimas de abuso sexual. Adicionalmente, compreende-se que a abstinência das relações sexuais pode ser uma escolha saudável para os adolescentes desde que seja uma decisão pessoal deles e não uma imposição ou única opção oferecida, respeitando seu direito à autonomia”.

Celibatários de todo mundo, uni-vos

Os celibatários (incels) são público-alvo das campanhas de desinformação (fakenews), estratégia desenhada por Steve Bannon  e pela Cambridge Analytica . Por quê? Porque os celibatários “involuntários” (incels) são os jovens ressentidos que não conseguem namoradas e defendem que o comportamento sexual das mulheres progressistas é a principal causa de sua solidão.  A linguagem agressiva com sinais de desequilíbrio psicológicos, associados a episódios de massacres e culto das armas de fogo, fazem desse grupo uma das maiores preocupações da área de segurança. Conforme documentários recentes, o “ódio que os incels têm dos sexualmente ativos” e sua defesa de uma abstinência imposta por autoridades (escolas, governos, grupos)  fazem da proposta da ministra uma mistura explosiva, que sugere mais desdobramentos negativos do que positivos por parte de uma política pública.

Não se trata apenas de uma campanha cientificamente questionável, mas de uma campanha que pode acirrar ainda mais os ambientes escolares. E é preciso lembrar que o Brasil passou a viver a realidade estadounidense de massacres escolares justamente por causa do crescimento desses grupos. Empoderar o discurso dos celibatários é um dos efeitos colaterais desse programa!?

Cientistas alertam – educação sexual é saída

O argumento da “abstinência”, denominado “preservação sexual” pelo MMFDH, tem sido contestado com base em pesquisas sociais. Para cientistas e médicos o método mais eficaz contra a gravidez é a “educação sexual”, ou as políticas de “sexo seguro”, bem como estratégias de redução das estatísticas de DSTs e gravidez adolescente. Nota-se também, no cenário atual, que a campanha pela “preservação” esbarra em um fato: como falar em preservação com aqueles que já são ativos?

Justamente, por isso, há grandes reações ao programa de Damares no Ministério da Saúde.  Além da idade (razão de uma discordância pública), também está em questão o cronograma de vacinação contra o HPV.

Uma visão distorcida do movimento americano – “Eu escolhi esperar”

Nos Estados Unidos, o movimento “Eu escolhi esperar” é interdenominacional (o que significa que não tem relações com igrejas) e não-governamental (isto é, não aceita e nem tem patrocínios ou líderes políticos).  É protagonizado por jovens youtubers, bandas de música com apostas em ações diretas, em eventos de massa. É parte da cultura religiosa norte-americana manter movimentos que desconfiam das igrejas organizadas e dos governos.

No Brasil,  o movimento de “abstinência sexual” foi introduzido por líderes de várias igrejas e é liderado por pastores. O Pr. Nelson Junior do Ministério Eu Escolhi Esperar da Igreja Batista da Lagoinha, a mesma que a ministra Damares faz parte, é uma das referências. Funcionaria um programa voltado para jovens com inspiração eclesial e governamental? Não seria melhor organizar comitês com os jovens?   

Quem? Como? Quanto?

Pesa sobre a campanha, por último, uma dúvida. Quem produzirá o material? Para ser distribuído ainda em 2020, nas escolas, o material teria que passar pelo edital do PNLD (programa nacional do livro didático) e pelos diversos editais do Ministério da Saúde. Conforme o cronograma, os textos e campanhas teriam que ter sido produzidos em 2018 e passar pelo processo de seleção pública – a não ser que se pretenda adotar algo que já esteja pronto, ou que tenha sido produzido em outro contexto.

O Ministério da Saúde ainda não esclareceu quando e como irá implementar a política de incentivo à abstinência sexual. Hoje, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza nove métodos contraceptivos, incluindo diferentes tipos de anticoncepcional injetável, pílula (incluindo a do dia seguinte), diafragma, DIU e preservativo. Também há campanha e vacinação ativa contra HPV (para meninas e meninos adolescentes).

O Ministério da Educação já divulgou edital e lista de editoras de material que vai ser distribuído para crianças e adolescentes em todo o Brasil. Serão gastos R$ 862.222.089,49 com livros de diversas editoras, segundo a Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional (ABRELIVROS).  No Edital do PNLD foram excluídas algumas exigências, como a de que livros didáticos promovam positivamente a cultura quilombola e os povos do campo (p. 39). Foi mantida a exigência de que as obras promovam positivamente a imagem da mulher, mas foi eliminado um trecho requerendo atenção “com a agenda de não violência contra a mulher” (p. 39). Finalmente, as ilustrações não precisam mais retratar a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país (p. 41).

Existe risco?

O MMFDH manteve a promessa de lançar a campanha pela abstinência sexual a partir de fevereiro de 2020. Dia 23/01/2020 a ministra usou sua página em uma rede social para se posicionar diante da enxurrada de críticas diante da iniciativa de pregar a abstinência sexual.

“Pais e responsáveis por cuidar de adolescentes, digam-me qual é o mal de conversar com um menino ou menina, a partir dos 12 anos, e dizer que talvez ainda não esteja maduro o suficiente para começar a ter relações sexuais? Que grande risco isso pode trazer?”

Há várias respostas para a pergunta da Ministra. Vários riscos, inclusive, de gestão do dinheiro público, já escasso na saúde e educação.

Respeitando as Regras?

A ABRE alertou seus filiados (e as editoras que participaram do último edital) para o risco quanto ao novo decreto do MEC, que permite ao ministério produzir seu próprio material. Além de promover uma insegurança no setor, o decreto abre brechas para a confecção de novos conteúdos, incluindo aqueles que interessam o MMFDH. Ou seja, as regras de produção e difusão do material didático e das campanhas teriam sido burladas?

As Defensorias Públicas da União e do Estado de São Paulo  recomendaram ao governo não veicular a campanha de Damares, e citam estudos realizados nos EUA, em especial  da Society for Adolescent Health and Medicine, concluindo que a medida não promoveu mudanças positivas na vida sexual dos jovens, não impediu a gravidez na adolescência e nem diminuiu a propagação de infecções sexualmente transmissíveis.

Quanto ao aspecto legal, as Defensorias manifestaram preocupações com a alteração das formulações de políticas públicas, especialmente quanto à necessidade de promover audiências públicas sobre o tema. As defensorias também solicitaram aos ministérios que apresentem o custo total de produção e divulgação da campanha e o valor que isso representa proporcionalmente em relação ao que foi gasto no ano de 2019.

A Lei de Acesso à Informação (LAI) promulgada há mais de sete anos prevê o acesso às informações públicas, especialmente nas questões orçamentárias. Isto foi previsto na Constituição Federal, em especial nos capítulos que tratam dos direitos e deveres individuais e coletivos, dos princípios que regem a administração pública, bem como da gestão da documentação governamental, além de aumentar a eficiência do Poder Público, diminuir os desvios de conduta e ampliar a participação popular. Isto é, as Defensorias, Controladorias e até cidadãos podem cobrar dos ministérios que prestem contas e forneçam informações sobre custo, distribuição e construção das campanhas.

E não adianta esconder dados, pois quem quer moralidade pública precisa respeitar as regras.

Vale a pena esperar transparência por parte dos governos? Se achamos que SIM, devemos cobrar lisura, rigor, estudos, regras e orçamentos claros.