Bereia foi tema de trabalho apresentado em congresso de ciências da comunicação sobre desinformação

O Bereia foi tema de trabalho apresentado no 43º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). O artigo, produzido pela pesquisadora e editora-geral do Coletivo Magali do Nascimento Cunha e pela também pesquisadora Priscila Vieira-Souza, abordou o fenômeno da circulação de desinformação entre grupos religiosos cristãos no Brasil na perspectiva de enfrentamento dessa realidade.

A análise teórica apresentada pelas autoras buscou explicar o lugar da disseminação das fake news entre grupos religiosos cristãos e também conceituou desinformação, situando-a como fenômeno social. Além disso, o trabalho avaliou o conteúdo de 92 matérias publicadas classificadas como verificação entre dezembro de 2019 a setembro de 2020. A esse exame se somaram análises com categorias ampliadas dos onze textos publicados durante o mês de setembro do último ano da investigação.

Entre as conclusões, as autoras apontaram que há forte tendência de que conteúdos desinformativos que circulam no ambiente religioso são do tipo fabricado/falso. Tal classificação, segundo os critérios do Coletivo Bereia, indica que o fato apresentado pelo conteúdo veiculado é completamente construído, sem correspondência com a realidade.

Clique aqui para ler a íntegra do artigo, intitulado “O enfrentamento da desinformação entre grupos religiosos: um estudo sobre a atuação do Coletivo Bereia – Informação e Checagem de Notícias”.

***

Foto de capa: Imagem de armennano por Pixabay

Checagens feitas por Bereia subsidiam estudo que avalia desinformação sobre gênero e sexualidade

A investigação de histórias falsas sobre gênero e sexualidade compartilhadas em 2019 é o foco principal de artigo elaborado pelos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) Thales Vilela Lelo e Lorena Caminhas e publicado na revista MATRIZes (n. 2, edição de maio/agosto de 2021).

Os autores investigaram fake news e boatos relativos a esses dois aspectos disponíveis em bancos de dados de agências de checagem de notícias e fatos. Eles identificaram pelo menos 65 peças de desinformação focadas em gênero e sexualidade.

Bereia, ao lado de duas importantes agências de fact-checking (Aos Fatos e Pública), foi fonte de informação para a análise realizada pelos pesquisadores, que examinaram, por exemplo, o formato de publicação e os canais de divulgação das fake news, além do apelo moral dirigido ao público receptor. 

Clique aqui e confira o artigo, intitulado “Desinformação sobre gênero e sexualidade e as disputas pelos limites da moralidade”.

***

Foto de capa: Alexander Grey/Pexels