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Era da desinformação: pessoas estão mais atentas sobre veículos de informação confiáveis

Se a desinformação transborda em meio às mídias sociais, o jornalismo profissional feito por jornais impressos, portais de notícias e programas de TV e rádio continua sendo a fonte mais confiável para os eleitores quando o assunto são as notícias sobre as eleições municipais. Pesquisa do Instituto Datafolha revela, entre outros dados, que a desconfiança em relação a mídias sociais como o WhatsApp pode chegar a 78%. Confira maiores informações na matéria publicada por O Globo e reproduzida, na íntegra, abaixo.


População aponta jornalismo profissional como a fonte mais confiável para se informar sobre eleição, diz Datafolha

* Publicado originalmente por O Globo em 10 de outubro de 2020.

RIO — Jornais impressos, sites de notícias, programas de rádio e televisão foram apontados como os meios mais confiáveis para obter informações sobre as eleições municipais. Os eleitores de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife avaliam as as redes sociais como o meio com menos credibilidade. Facebook e WhatsApp são os principais canais onde conteúdos sobre política são compartilhados. Essas são algumas das conclusões da pesquisa Datafolha realizada nos dias 5 e 6 de outubro, encomendada pela “Folha de S. Paulo” e pela TV Globo. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os eleitores da capital paulista, 41% confiam mais em jornais para se informar sobre o pleito municipal que ocorre em novembro deste ano. Os programas de televisão possuem a mesma taxa de confiança. Das 1.092 pessoas entrevistadas na cidade, 35% disseram que confiam parcialmente nos jornais e 20% disseram que não confiam. Em relação aos programas de TV, 33% não confiam e 24% confiam parcialmente.

Quando se trata das redes sociais, apenas 6% dos entrevistados em São Paulo afirmaram que confiam no Whatsapp, e 7% no Facebook. A taxa de desconfiança é de 78% e 74%, respectivamente. Já os que confiam parcialmente no Facebook são 11% e no WhatsApp, 13%.

No Rio de Janeiro foram ouvidas 900 pessoas. A confiança nos jornais impressos está em 35%, no mesmo patamar que em São Paulo se considerado o limite da margem do erro. Entre os respondentes no Rio, os programas de rádio são os mais confiáveis para 37%, seguidos pelos televisivos, com 36%.

Assim como os paulistas, os cariocas também manifestaram descrença em relação aos conteúdos que circulam nas redes sociais. Apenas 6% afirmaram que confiam nas informações sobre as eleições veiculadas pelo WhatsApp,enquanto 13% disseram acreditar em parte. O grau de desconfiança no WhatsApp é de 74%, enquanto apenas 6% informaram não utilizar o aplicativo de mensagens. Em relação ao Facebook, só 8% confiam, 16% confiam em parte, 67% não confiam e 9% não usam a plataforma.

Os números de Belo Horizonte e Recife apresentam a mesma tendência observada em Rio e São Paulo, com pequenas variações. Nas duas cidades, 67% dos eleitores afirmaram que não acreditam no que leem sobre a eleição na rede social.

De acordo com os dados da pesquisa, à medida que cresce a idade do entrevistado, maior a desconfiança nos meios de comunicação profissionais. A índice de maior confiança nos jornais foi registrado entre jovens de 16 a 24 anos de São Paulo (57%).

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