Pastores da Igreja Universal Angola tomaram para si o controle de templos em Uganda

*Com contribuições de Elton Rodrigues

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Foi noticiado pelo site Portal do Trono, em 23 de junho de 2020, que pastores da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola tomaram para si o controle de templos em várias províncias do país, com rompimento com a direção da denominação aqui no Brasil.

De acordo com o Portal do Trono:

“os dissidentes acusam a presidência da igreja brasileira de promover evasão de divisas, expatriação ilícita de capital, racismo, discriminação, abuso de autoridade, imposição da prática de vasectomia aos pastores e intromissão na vida conjugal dos religiosos.”

O Coletivo Bereia verificou a veracidade deste conteúdo. Segundo a assessoria de comunicação da Igreja Universal, a organização religiosa está hoje presente em 24 dos 54 países africanos. Só em Angola tem 308 templos, conta com 40 mil pastores e aproximadamente 500 mil membros

Os dissidentes afirmam, segundo matéria da revista IstoÉ, que “o bispo Honorilton Gonçalves, ex-vice-presidente da Record, estaria perseguindo, punindo e intimidando bispos e pastores angolanos, com a imposição de vasectomia aos religiosos e abortos a duas esposas”. Por outro lado, representantes da Igreja Universal, por meio de nota, informam que o grupo espalhou “mentiras absurdas, como essa acusação de racismo”, com o objetivo de causar confusão na comunidade angolana.

“Basta frequentar qualquer culto da Universal, em qualquer país do mundo, para comprovar que bispos, pastores e fiéis são de todas as origens e tons de pele, de todas as classes sociais. Em Angola, dos 512 pastores, 419 são angolanos, 24 são moçambicanos, quatro vieram de São Tomé e Príncipe e apenas 65 são brasileiros”.

afirma a IURD em nota à reportagem

Em relação a obrigatoriedade da vasectomia nos religiosos, a Universal alega ser uma fake news “facilmente desmentida pelo fato de que muitos bispos e pastores da Universal, em todos os níveis de hierarquia da Igreja, têm filhos”.

Ao contrário do que foi dito pelos dissidentes, a instituição afirma que estimula “o planejamento familiar, debatido de forma responsável por cada casal”.

A Igreja Universal do Reino de Deus já estava envolvida em controvérsias em Angola e também em outros países africanos. Em janeiro passado, o diretor do Instituto Nacional para Assuntos Religiosos (INAR) de Angola Francisco Castro Maria, tinha admitido a possibilidade de encerrar as atividades da igreja se fossem comprovadas denúncias apresentadas contra lideranças que estavam sendo investigadas pelas autoridades governamentais. Publicada em 28 de janeiro de 2020, destacou que:

O INAR é vinculado ao Ministério da Cultura de Angola e as possíveis punições estão previstas na Lei de Liberdade Religiosa, aprovada em maio do ano passado (Lei n. 12/19). A Procuradoria-Geral da República daquele país abriu dois processos-crime contra a Igreja Universal. O primeiro visa apurar denúncias de atos contra a integridade de religiosos angolanos, como vasectomia forçadas. O segundo, investiga denúncias sobre envio de dinheiro ao exterior ilegalmente. Além disso, em novembro de 2019, mais de 300 pastores angolanos já tinham se rebelado contra a Igreja Universal. Eles divulgaram um manifesto com duras críticas à instituição e ainda levaram denúncias à Justiça angolana.

Bispo Honorilton (Reprodução: Youtube)

De acordo com matéria da RFI África, Pastores criticavam veemente a pressão da igreja para que se submetessem à cirurgia de vasectomia. “Não encontro respaldo bíblico para isso e não concordo. Não faz parte dos costumes do povo africano. Não é nossa cultura ficar sem ter filhos, sem procriar. Isso significa amor para vocês, brasileiros?”, questionou Nilton Ribeiro, missionário que disse já ter dedicado 27 anos de sua vida à Igreja.

A Igreja Universal, ainda em nota oficial, negou a acusação de perseguição aos pastores angolanos ao afirmar que

através do seu conselho disciplinar, avaliou a conduta e quebra de decoro dos mesmos junto à instituição. Alguns pastores foram desligados por desvio de conduta moral e quebra do estatuto da Igreja. Sobre a suposta perseguição, trata-se de falácias para tentar encobrir o real motivos dos seus desligamentos. Os pastores da Igreja Universal utilizam os bens da igreja para o trabalho do Evangelho. A partir do momento em que os mesmos são desligados da instituição, a Igreja deve ser ressarcida desses bens para que sejam direcionados a outros pastores no trabalho de ganho de almas”.

De acordo com publicações recentes da BBC Brasil, o governo Bolsonaro foi pressionado para agir em favor da igreja brasileira no conflito angolano. As movimentações no Congresso Nacional para buscar apoio político partem do próprio presidente Jair Bolsonaro, do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do embaixador do Brasil em Angola, Paulino Franco de Carvalho Neto.

A IURD na África e o histórico de conflitos

A Igreja Universal do Reino Deus estabeleceu-se na África em 1992, inicialmente em Moçambique. Está presente atualmente em 24 países no continente, com cerca de 450 templos.

Nos países de língua portuguesa, a igreja foi inserida em um contexto pós-guerra civil, em que as pessoas estavam fragilizadas e com inúmeros problemas como a pobreza. Nesse sentido, tornou-se um terreno fértil para adesão de pessoas, tese reforçada pela pesquisadora social moçambicana Teresa Cruz e Silva, da Universidade Eduardo Mondlane, em entrevista à DW.

Templo da Igreja Universal em Nampula, Moçambique. (Foto: DW/Reprodução)

Em 2018 foram encerradas 700 igrejas em Ruanda. O governo local alegou que os estabelecimentos religiosos não tinham as condições mínimas de segurança e higiene para receberem os fiéis. Por outro lado, Phil Clark, pesquisador do Centro de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres (SOAS), em depoimento ao DW, acredita que há outro motivo para além da “proteção dos fiéis” para a ação: trata-se do medo de que o poder crescente dos religiosos possa influenciar a política.

“O Governo ruandês notou que essas igrejas também são um ‘negócio’, com poder econômico crescente. Esse poder é visto pelo grande número de fiéis que frequenta igrejas aos domingos de manhã, por exemplo. E esse é o tipo de coisa que o Governo quer conter”,

Phil Clark à DW
Igreja em Kigali (Foto: Getty Images/reprodução)

Em 2019, a BBC noticiou “Revolta contra Igreja Universal gera morte e crise diplomática em país africano”. Na ocasião, a cúpula da Igreja Universal tentou conter uma revolta popular que provocou a depredação de vários templos da igreja e a morte de um adolescente em São Tomé e Príncipe, um dos 23 países africanos onde a denominação brasileira está presente.

O imbróglio teve início ainda em 11 de setembro de 2019, quando um pastor são-tomense da Universal foi preso na Costa do Marfim, acusado de ser o autor de mensagens que denunciariam supostos abusos da igreja contra funcionários africanos.

Os textos atribuídos a ele acusavam a Igreja Universal de privilegiar pastores brasileiros e discriminar clérigos africanos. Segundo conteúdos postados em mídias sociais, a Universal impedia muitos pastores africanos de se casarem ou os obrigava a fazer vasectomia para que não tivessem filhos — assim, poderiam se dedicar integralmente à igreja. Polêmica que, em 2020, mais uma vez, teve destaque pelos meios de comunicação.

O autor também acusava bispos e pastores brasileiros de se apropriarem de valores financeiros recebidos pela igreja, além de “humilhar, insultar, esmagar e escravizar os (pastores) africanos”. Segundo o banco de dados da CIA, a agência de inteligência dos EUA, 2% dos são-tomenses frequentam a Igreja Universal. Sobre o caso da vasectomia, a Igreja afirmou que “o que a Universal estimula é o planejamento familiar, debatido de forma responsável por cada casal”.

Sobre o caso de Angola, em novembro de 2019, já havia sido noticiado pela BBC Brasil que “Pastores da Universal em Angola romperam com Edir Macedo e pedem expulsão de bispos brasileiros”. Em um movimento sem precedentes, pastores angolanos da Igreja Universal anunciaram uma ruptura com o fundador, bispo Edir Macedo, e com o restante da liderança brasileira da igreja, acusando-a de desviar recursos para o exterior, discriminar funcionários locais e de promover a esterilização de sacerdotes africanos.

Os casos polêmicos já vinham acontecendo naquele país desde 2013, quando a Universal foi suspensa temporariamente após 16 pessoas morrerem pisoteadas num culto da igreja.

Bereia classifica a notícia sobre pastores da Igreja Universal do Reino de Deus na Angola terem tomado o controle de templos para si em várias províncias do país, rompendo, assim, com a direção da denominação aqui no Brasil, como verdadeira.

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Referências de checagem

Portal do Trono. Bispos rompem com Edir Macedo na Angola e tornam Universal independente. Disponível em: https://www.portaldotrono.com/bispos-rompem-edir-macedo-igreja-universal-angola/ Acesso em 23 de julho de 2020

BBC. Revolta contra Igreja Universal gera morte e crise diplomática em país africano. Disponivel em: <https://www.bbc.com/portuguese/amp/brasil-50270551>. Acesso em: 08 de julho de 2020.

Gospel Mais. Líderes da Igreja Universal em Angola são expulsos dos templos por pastores locais. Disponivel em: <https://noticias.gospelmais.com.br/angola-lideres-igreja-universal-expulsos-templos-pastores-136577.html>. Acesso em 08 de julho de 2020

DW. A Igreja Universal do Reino de Deus e o “mercado da fé” em África. Disponível em: <https://amp.dw.com/pt-002/a-igreja-universal-do-reino-de-deus-e-o-mercado-da-f%C3%A9-em-%C3%A1frica/a-36930141>. Acesso em 08 de julho de 2020

Abril. Uma revolta dos fiéis da África contra a Igreja Universal. Disponivel em: <https://veja.abril.com.br/religiao/a-revolta-dos-fieis-da-africa-contra-a-igreja-universal/amp/>. Acesso em 08 de julho de 2020

DW. “Encerramento de 700 igrejas no Ruanda é um ato político”, diz especialista. Disponivel em: <https://amp.dw.com/pt-002/encerramento-de-700-igrejas-no-ruanda-%C3%A9-um-ato-pol%C3%ADtico-diz-especialista/a-42795460> . Acesso em 08 de julho de 2020.

Istoé. Bispos e pastores da Universal da Angola assumem gestão de unidades após rescindir com liderança no Brasil. Disponivel em:<https://istoe.com.br/bispos-e-pastores-da-universal-de-angola-assumem-gestao-de-unidades-apos-rescindir-com-lideranca-no-brasil/>. Acesso em 08 de julho de 2020

Uol. Sob investigação, Igreja Universal pode ser expulsa de Angola. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2020/01/28/igreja-universal-pode-ser-expulsa-de-angola.amp.htm>. Acesso em 08 de julho de 2020.

É enganosa informação que a transmissão de Covid-19 é rara em pacientes assintomáticos

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O site Pleno News publicou em 09 de junho a notícia “Transmissão de Covid-19 por paciente sem sintomas é rara” que destaca a declaração de Maria Van Kerkhove, infectologista e chefe do departamento de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a propagação da Covid-19 a partir de pacientes assintomáticos ser “muito rara”. De acordo com a porta-voz da OMS, os dados levantados mostraram que pessoas que não apresentam sintomas do vírus têm pouco potencial infectológico para contaminar indivíduos saudáveis. Esse pronunciamento foi feito em 08 de junho. Devido à polêmica causada pela declaração, logo em seguida, a infectologista Maria Van Kerkhove, justificou que ainda não há definição de quantas pessoas são assintomáticas.

Matéria publicada pelo Pleno.News (Foto: Reprodução/Internet)

No dia seguinte (09/06), a OMS corrigiu a declaração informando que há transmissão e é preciso que iniciativas de isolamento social continuem a vigorar para evitar a proliferação do Coronavírus. A matéria no Pleno News foi publicada à meia-noite do dia 09/06 e atualizada às 8h40 na mesma data. Mesmo depois da correção da declaração pela OMS, o Pleno News não atualizou a notícia, que permanece no site desatualizada.

A Folha de S. Paulo publicou na mesma data matéria com o título “Assintomático transmite coronavírus e, sem teste e rastreamento, quarentena é necessária, diz OMS”. A matéria enfatizou as recomendações da OMS sobre a transmissibilidade do vírus e o apelo para testagem, rastreamento e isolamento de sintomáticos.

No Twitter, também em 09 de junho, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, cobrou transparência da Organização Mundial da Saúde com relação a pandemia e chamou a atuação da OMS de “papel problemático”.

Fonte: Reprodução/Twitter

A distorção das declarações da OMS

Não é incomum a distorção ou retirada de contexto das declarações da Organização Mundial da Saúde para permitir diversas interpretações. Em 06 de maio, por exemplo, o site UOL publicou matéria com o título “Fala da OMS é tirada de contexto para dizer que órgão é contra isolamento”. Segundo o site, a informação foi divulgada através do blog Estibordo que tem um viés de política de direita, sendo posteriormente compartilhado uma fala da OMS baseado na entrevista de Margaret Harris, porta-voz da organização para o jornal The Sydney Morning Herald, sobre o afrouxamento da quarentena na Austrália.

O canal da UOL no Youtube publicou em 09 de junho o vídeo “Bolsonaro distorce dado da OMS sobre transmissão de Covid-19 por assintomáticos” no qual o presidente afirma que deve haver uma “reabertura mais rápida” a partir do momento que a OMS realizou divulgação que a disseminação do Coronavírus por pessoas assintomáticas é considerada rara. Durante a Reunião dos Conselhos, Bolsonaro apresentou críticas à OMS no qual reforça o “pânico” causado pelos meios de comunicação.

Assintomático, sintomático ou pré-sintomático?

O canal do portal de notícias O Antagonista, no Youtube, publicou o vídeo “O Erro Sintomático da OMS” em 09 de junho, que esclarece os conceitos de assintomático, sintomático e pré-assintomático. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o pré-assintomático, por exemplo, seria o indivíduo que ainda não apresentou sintomas do Covid-19 e que inclusive pode haver uma contaminação antes do aparecimento dos sintomas. O assintomático é aquele que ainda não desenvolveu os sintomas, ainda. Os sintomáticos são os indivíduos com os sintomas já desenvolvidos.

Em 10 de junho, o Correio Braziliense publicou notícia com o título “Ignorar pacientes assintomáticos é ”mal-entendido’, diz OMS”, na qual há a afirmação de que milhares de pessoas podem ser infectadas e o vírus pode estar presente em qualquer um, inclusive naqueles que não apresentam os sintomas da covid-19, os chamados assintomáticos.

De acordo com Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências da OMS:

“Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo, a questão é saber quanto, saber qual é a contribuição relativa de cada grupo para o número total de casos”.

Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências da OMS

Na tentativa de elucidar a declaração do dia 08/06, Maria van Kerkhove afirmou que há um subgrupo de pessoas que não desenvolvem sintomas, e não há uma resposta concreta para entender esse grupo, que gira entre 6% e 41% da população mundial. “Mas sabemos que as pessoas que não têm sintomas podem transmitir o vírus”, ressaltou.

Ainda sobre o mesmo assunto, o portal de notícias G1 publicou em 09 de junho notícia com o título “OMS esclarece que assintomáticos transmitem coronavírus: ‘a questão é saber quanto’”. A matéria esclarece que uma pessoa com o Sars CoV-2 assintomática nunca deverá desenvolver os sintomas da Covid-19, sendo que os mais comuns são febre, tosse e dificuldade para respirar. Um paciente pré-sintomático também está com o vírus em circulação no corpo, mas no período de incubação, prestes a desenvolver os sintomas dentro de alguns dias.

Bereia conclui que é enganosa a notícia publicada no site Pleno News sobre as possibilidades de transmissão de Covid-19 por paciente sem sintomas, após verificar notícias e vídeos publicados em 09/06, mesma data da notícia do Pleno News, contendo a correção da fala de Maria Van Kerkhove e da OMS sobre a da declaração proferida em 08 de junho.

Foto de Capa: Pixabay/Reprodução

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Referências de Checagem

Correio Braziliense. Ignorar pacientes assintomáticos é ”mal-entendido”, diz OMS. Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/06/10/interna_ciencia_saude,862588/ignorar-pacientes-assintomaticos-e-mal-entendido-diz-oms.shtml>. Acesso em: 16 jun. 2020.

Folha de S. Paulo. Assintomático transmite coronavírus e, sem teste e rastreamento, quarentena é necessária, diz OMS. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/06/assintomatico-transmite-coronavirus-e-sem-teste-e-rastreamento-quarentena-e-necessaria-diz-oms.shtml>. Acesso em: 16 jun. 2020.

G1. OMS esclarece que assintomáticos transmitem coronavírus: ‘a questão é saber quanto’. Disponível em: <https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/06/09/transmissao-por-casos-assintomaticos-esta-ocorrendo-a-questao-e-saber-quanto-diz-oms.ghtml>. Acesso em: 16 jun. 2020.

Pleno News. Transmissão de Covid-19 por pacientes sem sintomas é rara. Disponível em: <https://pleno.news/saude/coronavirus/transmissao-de-covid-19-por-assintomaticos-e-rara-diz-oms.html>. Acesso em: 16 jun. 2020.

Twitter. Ernesto Araújo. Disponível em: <https://twitter.com/ernestofaraujo/status/1270409485270552576>. Acesso em: 16 jun. 2020.

Uol. Fala da OMS é tirada de contexto para dizer que órgão é contra isolamento. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/comprova/ultimas-noticias/2020/05/06/fala-da-oms-e-tirada-de-contexto-para-dizer-que-orgao-e-contra-isolamento.htm>. Acesso em: 16 jun. 2020.

Uol. Governo Bolsonaro muda o tom em reunião ao vivo e evita palavrões e ataques. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/06/09/governo-bolsonaro-muda-o-tom-em-reuniao-ao-vivo-e-evita-palavroes-e-ataques.htm>. Acesso em: 16 jun. 2020.

Youtube. BOLSONARO DISTORCE DADO DA OMS SOBRE TRANSMISSÃO DE COVID-19 POR ASSINTOMÁTICOS. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=WLY7rEEmBk8>. Acesso em: 16 jun. 2020.

Youtube. O Erro Sintomático da OMS. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=t6DSpnvlxe4>. Acesso em: 16 jun. 2020.